A dor nas costas costuma estar relacionada a problemas musculoesqueléticos, mas também pode ter origem em nervos, ossos, infecções, tumores ou nos rins. Para diferenciar essas situações, profissionais de saúde avaliam principalmente o comportamento da dor e os sintomas que aparecem junto dela.
Na maioria dos casos, a dor é mecânica: piora com movimentos ou esforço, melhora com a mudança de posição ou o repouso e pode oscilar ao longo do dia. O ortopedista Luciano Miller, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que “a imensa maioria dos quadros é de origem mecânica”.
Possíveis causas
A hérnia de disco pode comprimir uma raiz nervosa e provocar dor irradiada para o braço ou a perna, além de formigamento, dormência ou perda de força. Já a espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica que afeta articulações da coluna e da bacia. Segundo Miller, ela pode causar rigidez ao acordar e melhora com o movimento.
A osteoporose pode causar dor quando há fraturas vertebrais, inclusive após esforço ou trauma mínimo. Infecções da coluna, tumores e metástases podem estar associados a dor persistente ou progressiva, febre, abatimento e perda de peso.
Cálculos renais e pielonefrite também podem ser confundidos com dor lombar. O cálculo costuma causar dor intensa, em cólica, com possível irradiação para o abdômen ou a virilha, náuseas, vômitos e alterações na urina. A pielonefrite pode provocar febre, calafrios, dor no flanco e sintomas urinários.
Diagnóstico e sinais de alerta
A investigação começa pela história clínica e pelo exame físico. Dependendo da suspeita, podem ser solicitadas ressonância, radiografia, tomografia, densitometria, exames de sangue, urina ou ultrassonografia. As imagens devem ser interpretadas junto com os sintomas, porque alterações degenerativas também podem aparecer em pessoas sem dor.
É preciso buscar atendimento sem demora em caso de perda de força, dificuldade para caminhar, perda de sensibilidade na região íntima, retenção urinária ou perda do controle da urina e das fezes. Febre, calafrios, dor após trauma, perda de peso sem explicação, dor noturna ou que não melhora com repouso também exigem avaliação.
Patrick Felipe Catricala, radiologista do laboratório Delboni, da Dasa, orienta levar exames anteriores com as imagens completas, e não somente os laudos. A dor que persiste por quatro a seis semanas ou limita atividades também deve ser investigada.









