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Movimento e pausas podem proteger a coluna no trabalho remoto
Foto: Witthaya Prasongsin/Getty Images
Saúde

Movimento e pausas podem proteger a coluna no trabalho remoto

Além de ajustar a estação de trabalho, variar a posição e fortalecer o corpo ajuda a reduzir a sobrecarga associada ao home office.

Em 2025, a dorsalgia foi a principal causa individual de benefício por incapacidade temporária no Brasil, com 237.113 concessões, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Os transtornos dos discos intervertebrais apareceram na sequência. O cenário dimensiona o impacto dos problemas de coluna para trabalhadores e empresas.

No trabalho remoto, horas sentado, pouca mudança de posição, sedentarismo, baixa capacidade muscular, sono insuficiente e estresse podem se combinar. A dor pode surgir na lombar, no pescoço e nos ombros, além de provocar cefaleia. Uma revisão sistemática de 2025, que reuniu 25 estudos e mais de 43 mil pessoas, associou o comportamento sedentário a uma maior chance de dor cervical, principalmente entre trabalhadores e nos casos de maior exposição.

Isso não significa que ficar sentado necessariamente provoque dor. O corpo tolera diferentes posições, mas pode sofrer quando permanece tempo demais na mesma postura, sem recuperação ou preparo físico. Por isso, a ergonomia deve ser acompanhada de movimento. Monitor à frente e próximo da altura dos olhos, pés apoiados e teclado e mouse que mantenham os ombros relaxados ajudam a organizar o espaço. Para quem usa notebook por muitas horas, são recomendados suporte, teclado e mouse externos.

Mais do que buscar um alinhamento perfeito, é importante levantar regularmente, caminhar por alguns minutos, alternar tarefas e mudar de posição antes do acúmulo de desconforto. Alongamentos podem reduzir a rigidez, enquanto exercícios de força para tronco, quadris e cintura escapular, junto com atividade aeróbica, ampliam a tolerância às exigências do trabalho. A orientação é que o programa seja progressivo e individualizado.

Na dor persistente, educação, manutenção das atividades possíveis e exercício orientado estão entre as estratégias recomendadas por diretrizes. Um ensaio clínico publicado no The Lancet mostrou que um programa individualizado de caminhada e educação aumentou o tempo sem recorrência de lombalgia.

A ressonância magnética, por sua vez, não costuma ser o primeiro passo em dores lombares ou cervicais recentes sem sinais de alerta. Protrusões, desgaste dos discos e artrose também são comuns em pessoas sem dor, e o exame pode não identificar a causa dos sintomas. A investigação ganha importância diante de suspeita de fratura, infecção, tumor ou doença inflamatória, trauma relevante, febre, perda de peso inexplicada, histórico de câncer, imunossupressão, uso prolongado de corticoide ou déficits neurológicos. Também pode ser considerada quando dor irradiada e limitação continuam apesar do tratamento e o resultado pode mudar a decisão clínica.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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