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Mastopexia com cicatriz em L pode preservar a área central do decote
Foto: Ilustração: Thuylars/Veja Saúde
Saúde

Mastopexia com cicatriz em L pode preservar a área central do decote

A técnica evita o prolongamento horizontal medial, mas a escolha depende da anatomia, da flacidez e do resultado necessário.

Na mastopexia, a cicatriz em L pode evitar uma marca horizontal na parte central do sulco mamário, região que pode ficar aparente com determinados decotes. A técnica, porém, não elimina as cicatrizes nem é indicada para todas as pacientes.

A escolha do desenho da incisão considera o grau de flacidez, a quantidade de pele, o volume das mamas e o tipo de remodelação necessário. Também podem ser usadas cicatrizes periareolar, vertical ou em T invertido. O planejamento deve levar em conta as características individuais de cada mama.

O que caracteriza a cicatriz em L

Nesse método, a incisão fica ao redor da aréola, segue na direção vertical e se prolonga lateralmente pelo sulco mamário. A diferença em relação à cicatriz em T invertido é a ausência do prolongamento horizontal medial, que avança em direção ao centro do tórax.

Uma revisão sistemática com meta-análise publicada em 2026 no periódico Aesthetic Plastic Surgery avaliou 12 estudos, com 3.130 pacientes submetidas a cirurgias mamárias usando a cicatriz em L. A satisfação agrupada foi de 92%, e as taxas de várias complicações analisadas foram baixas. Os pesquisadores ressaltaram, no entanto, que ainda são necessários estudos prospectivos para confirmar os resultados em longo prazo.

Planejamento individualizado

O resultado da mastopexia não depende apenas da marca visível na pele. Na abordagem multiplanos, o cirurgião avalia separadamente a pele, o tecido glandular e o plano muscular. Um estudo publicado na Plastic and Reconstructive Surgery acompanhou uma série de 632 mulheres submetidas à técnica.

Esse planejamento pode ser adaptado a diferentes situações, como excesso de pele, alterações no tecido glandular, assimetrias e perda de sustentação. Em alguns casos, também pode haver indicação de implante mamário.

Estudos recentes investigam ainda estratégias internas de estabilização do tecido mamário associadas à mastopexia multiplanos, com o objetivo de aumentar a sustentação do parênquima ao longo do tempo.

A definição da técnica deve incluir uma conversa sobre formato, volume, cicatrizes, expectativas e limitações. Fotografias, exame físico e as características da pele e das mamas ajudam no planejamento. O objetivo é buscar uma cicatriz necessária, bem posicionada e compatível com o resultado pretendido, e não simplesmente a menor marca possível.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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