Pessoas com pressão alta não têm contraindicação absoluta ao uso do Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida. A hipertensão pode estar entre as comorbidades que justificam o uso da substância por pessoas com sobrepeso, mesmo quando ainda não há obesidade.
A tirzepatida também pode contribuir para o controle da pressão arterial. Por isso, porém, o tratamento precisa de avaliação médica: a redução da pressão pode se somar ao efeito de remédios anti-hipertensivos e diuréticos já usados pelo paciente, provocando uma queda maior do que a esperada.
Cuidados durante o tratamento
A tirzepatida pode aumentar a frequência cardíaca, o que exige atenção adicional de quem tem hipertensão. O medicamento também pode causar vômitos e diarreia, reações que favorecem a desidratação e o desequilíbrio eletrolítico. Essas alterações podem levar a quedas bruscas na pressão e intensificar a ação de outros medicamentos.
O risco de reações inesperadas tende a ser maior no início do uso do Mounjaro e durante os ajustes de dose. Nesses momentos, o médico deve avaliar se é necessário alterar a forma de uso da tirzepatida ou modificar o tratamento adotado para controlar a pressão.
A recomendação é não iniciar, suspender ou reduzir o Mounjaro, nem qualquer remédio para hipertensão, por conta própria. Qualquer mudança deve ser feita com orientação médica.
E os medicamentos com semaglutida?
Produtos à base de semaglutida, como Ozempic, Wegovy e Ozivy, apresentam efeitos semelhantes sobre a pressão arterial. Assim como ocorre com a tirzepatida, esses medicamentos podem reduzir a pressão e exigir cuidado com o efeito acumulado quando são combinados com anti-hipertensivos.
A atenção também deve ser reforçada durante os ajustes de dose, para evitar que a pressão arterial caia além do esperado.








