O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que André Mendonça deixou 180 documentos fora do levantamento de sigilo relacionado ao caso Master. A declaração consta em um ofício enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin.
Moraes pediu a retirada integral dos sigilos e que os processos sejam julgados em conjunto com apurações sobre a conduta de Mendonça. Para o ministro, o colega tem interesse direto nas ações PET 16.704, aberta por Fachin para concentrar a investigação do caso Master, e PET 16.662, que apura a relação entre Vorcaro e Moraes.
No documento, Moraes criticou o que chamou de escolha seletiva na liberação dos procedimentos. Ele afirmou que, entre os 15 (quinze) procedimentos ligados à PET 15.556, o sigilo foi retirado apenas parcialmente, com a exclusão de 180 documentos.
Um levantamento anexado ao ofício indica que 4.334 documentos foram liberados, de um total de 4.514. Os outros 180 permaneceram sob sigilo.
Mendonça determinou o levantamento do sigilo de investigações sobre o Banco Master após uma ordem de Fachin. O presidente do STF, porém, manteve a ressalva de que documentos capazes de prejudicar as apurações se divulgados poderiam continuar protegidos.
O julgamento dos casos está previsto para 15 de setembro, no plenário do Supremo.








