São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Teste fecal amplia triagem para câncer de cólon e reto pelo SUS
Saúde

Teste fecal amplia triagem para câncer de cólon e reto pelo SUS

Exame pesquisa sangue oculto nas fezes, não exige preparo e é oferecido a pessoas de 50 a 75 anos.

O SUS passou a disponibilizar o teste imunoquímico fecal (FIT) para ajudar na detecção do câncer de cólon e reto. O exame pesquisa sangue oculto nas fezes e pode ser feito com uma única amostra, coletada em casa, sem dieta ou preparo específico.

O kit é retirado em uma Unidade Básica de Saúde e depois levado de volta para análise em laboratório. O resultado fica pronto em poucos dias. O Ministério da Saúde oferece o teste exclusivamente para mulheres e homens de 50 a 75 anos. A orientação é repetir o exame de dois em dois anos.

Como funciona

O FIT é um exame de triagem. Um resultado positivo leva o paciente à colonoscopia, considerada o exame definitivo. Já o resultado negativo reduz muito a possibilidade de câncer, mas não elimina o risco, porque uma lesão pode não apresentar sangramento. Segundo o Ministério da Saúde, a sensibilidade do teste varia de 85% a 92%.

Pessoas com sintomas sugestivos de câncer colorretal, doenças inflamatórias do intestino — como retocolite ulcerativa e doença de Crohn — ou histórico familiar precisam de acompanhamento médico e colonoscopias periódicas.

O câncer de intestino é o segundo tipo mais frequente em homens e o terceiro nas mulheres no Brasil. Ocorrem cerca de 53 mil casos por ano, e dois de cada três pacientes operados apresentam tumores em fase avançada. Entre os sinais possíveis estão cólicas, sangramento fecal, alternância entre diarreia e obstipação, dores abdominais, perda de peso e anemia.

A doença também tem atingido pessoas mais jovens. Cerca de 20% dos pacientes estão na faixa dos 40 anos ou menos. Para o período de 2026 a 2030, a mortalidade deverá triplicar em comparação com a registrada entre 2001 e 2005.

A colonoscopia permite diagnosticar a doença e retirar pólipos ainda em fase de pré-malignidade. O SUS recomenda que o exame comece aos 50 anos, enquanto a Sociedade Brasileira de Coloproctologia e a maioria das sociedades médicas norte-americanas indicam o início aos 45.

A realização periódica de colonoscopias para toda a população seria inviável, considerando os cerca de 62 milhões de brasileiros com mais de 50 anos. Por isso, o FIT é usado para selecionar quem precisa ser encaminhado ao exame.

Para reduzir o risco de tumores malignos no intestino, a recomendação é evitar obesidade, sedentarismo, carnes processadas, excesso de carne vermelha, dieta pobre em fibras, álcool e tabagismo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5