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Treino de força muda metabolismo de camundongos obesos em uma semana
Saúde

Treino de força muda metabolismo de camundongos obesos em uma semana

Estudo da Unicamp identificou redução da gordura visceral e ativação da quebra de gordura antes de alterações no peso corporal.

Uma semana de treino de força foi suficiente para alterar o metabolismo de camundongos obesos, mesmo sem mudança no peso corporal. O estudo identificou redução da gordura visceral, diminuição do tamanho das células adiposas e reativação de proteínas ligadas à quebra da gordura armazenada.

A pesquisa foi realizada na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), publicada na revista Life Sciences e integra uma linha de investigação sobre os efeitos do exercício físico na saúde metabólica, desenvolvida há quase 20 anos.

Como foi o experimento

Os pesquisadores utilizaram camundongos machos. Parte recebeu alimentação padrão, enquanto os demais consumiram uma dieta rica em gordura para induzir a obesidade. Depois, os animais obesos foram separados em dois grupos: um permaneceu sedentário e o outro passou pelo treinamento de força.

A dieta rica em gordura foi mantida nos dois grupos. Com isso, a prática de atividade física foi a principal diferença analisada pelos pesquisadores.

Na simulação do exercício, os animais subiam uma escada de 70 centímetros carregando uma carga presa à cauda. Foram sete sessões, com 70% da capacidade máxima e 20 subidas por sessão. Os intervalos entre as subidas variaram de 60 a 90 segundos.

Leandro Moura, médico, profissional de educação física e professor da Unicamp, explicou que a carga era calculada de acordo com a capacidade de cada camundongo. “Não dá para reproduzir os mesmos exercícios de musculação feitos por uma pessoa”, afirmou.

Efeito sobre a gordura visceral

A análise foi feita no tecido adiposo mesentérico, localizado ao redor dos intestinos e considerado o principal representante da gordura visceral em seres humanos. Esse tipo de gordura se acumula entre os órgãos vitais, na região do abdômen.

Mesmo sem alteração na balança, o treinamento reduziu a gordura abdominal profunda e fez as células adiposas encolherem. De acordo com Moura, a redução do tamanho celular reverteu o estado inflamatório do tecido, que passou a apresentar condições metabólicas mais saudáveis.

A avaliação molecular mostrou ainda que o exercício reativou proteínas essenciais para a lipólise, processo de quebra da gordura armazenada. Também houve redução da atividade de genes relacionados ao armazenamento de novas calorias.

Para Moura, observar o organismo sem alteração do peso permitiu separar os efeitos do exercício daqueles provocados pelo emagrecimento. O resultado indica que o treino de força não está relacionado apenas ao ganho de massa muscular e pode interferir no metabolismo desde as primeiras sessões.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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