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Brasil

Sintaema cobra investigação sobre conexões financeiras nas privatizações de SP

Entidade aponta relações entre fundos, empresas e grupos ligados às privatizações da EMAE e da Sabesp e pede transparência.

O Sintaema cobra transparência e investigação sobre as conexões financeiras envolvendo a privatização da EMAE e da Sabesp. Para a entidade, as operações levantam dúvidas sobre a transformação de serviços essenciais de saneamento em ativos de interesse do mercado financeiro.

Informações divulgadas na terça (22) relacionam o Banco Master, o empresário Daniel Vorcaro, fundos ligados a Nelson Tanure, a Ambipar, a EMAE e a Sabesp. O material também aponta que, em julho de 2025, Otto Lobo, então presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), deu o voto decisivo para afastar a exigência de uma Oferta Pública de Aquisição de ações da Ambipar.

A decisão ocorreu poucos dias depois de mensagens em que Vorcaro dizia que articularia apoio para a permanência de Lobo na presidência da CVM. Os envolvidos negam irregularidades ou favorecimento.

Operações sob questionamento

De acordo com as informações apresentadas pelo Sintaema, a estrutura usada para financiar a aquisição da EMAE envolveu o Phoenix Fundo de Investimento em Participações, ligado a Nelson Tanure e administrado pela Trustee DTVM. Naquele momento, a empresa integrava o mesmo grupo econômico do Banco Master. A operação utilizou ações da Ambipar como garantia e passou a ser analisada pela CVM.

Também são citadas conexões com a privatização da Sabesp. Carlos Piani, que comandou o conselho da Ambipar, depois presidiu a Equatorial e a Sabesp privatizada. Após a privatização, a EMAE foi incorporada à Sabesp, já sob controle privado.

As conexões e suspeitas ainda são alvo de questionamentos e investigações e não comprovam, por si só, irregularidades ou crimes. O Ministério Público de São Paulo instaurou procedimento preliminar para apurar possíveis conflitos de interesses, favorecimento de particulares, lesão ao patrimônio público e outros aspectos ligados às privatizações da EMAE e da Sabesp.

O Sintaema afirma que a água deve ser tratada como direito e serviço essencial, e não como mercadoria. A entidade também relaciona a lógica de rentabilidade a tarifas, problemas de atendimento, falta d’água, redução de quadro, sobrecarga e precarização das condições de trabalho.

A privatização da Sabesp foi apresentada pelo governo Tarcísio de Freitas como um projeto de modernização e ampliação dos investimentos. Para o Sintaema, as novas informações reforçam a necessidade de controle público e apuração rigorosa.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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