SÃO PAULO — O preço médio pedido para alugar escritórios em São Paulo subiu 18,5% no semestre, para US$ 24,76 por metro quadrado ao mês. Foi a maior alta entre as dez cidades analisadas pela Newmark Research no relatório “Mercado de Escritórios América Latina”.
A valorização ocorreu em meio à menor disponibilidade de espaços. A taxa de vacância na capital paulista caiu 3,9 pontos percentuais em 12 meses, chegando a 14,3%, mesmo com a entrega de 53 mil m² de novos escritórios.
A demanda se concentrou em regiões como Faria Lima, Avenida Presidente Juscelino Kubitschek (JK) e Itaim Bibi. São Paulo tem 5,9 milhões de m² de estoque de escritórios Classe A e é o segundo maior mercado desse tipo na América Latina, atrás apenas da Cidade do México.
A cidade também lidera a absorção líquida regional desde 2023, com pico anual próximo de 365 mil m² em 2025. No semestre, a absorção líquida paulista foi de 165.957 m².
Para Mariana Hanania, head de pesquisa e inteligência de mercado da Newmark Brasil, a combinação entre a queda da vacância e a alta dos preços diferencia São Paulo dos demais mercados acompanhados na região. “O que chama atenção no relatório é que a combinação de vacância em queda com preço em alta em São Paulo sustentou a valorização mais forte no mercado corporativo da América Latina”, afirmou.
Cenário no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, a oferta de espaços é maior e o aluguel médio ficou em US$ 15,46 por m² ao mês, após alta de 9,2% no período. A cidade registrou vacância de 23,5%, a segunda maior entre os dez mercados pesquisados, atrás da Cidade do Panamá, com 26,3%.
A absorção líquida fluminense chegou a 36.107 m², mais que o dobro do volume registrado no primeiro semestre de 2025. Somados, São Paulo e Rio de Janeiro alcançaram 202.064 m², cerca de 48% dos 418 mil m² absorvidos na América Latina no período.
Mercado latino-americano
A região terminou o primeiro semestre com 27,2 milhões de m² de estoque de escritórios Classe AAA, AA e A. A vacância média foi de 15,5%, e o preço médio pedido ficou em US$ 21,77 por m² ao mês.
A menor vacância entre as dez cidades analisadas foi registrada em Bogotá, de 6%. Em Monterrey, no México, a taxa chegou a 10,4%. A Cidade do México encerrou o semestre com 17,7% de vacância.








