SÃO PAULO — A região metropolitana de São Paulo respondeu por cerca de 56% da demanda por galpões logísticos da América Latina no primeiro semestre de 2026. Foram 965.679 metros quadrados de absorção no período, conforme levantamento da Cushman & Wakefield.
A absorção paulista cresceu 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. A taxa de vacância ficou em 3,9%, mesmo com o cenário de juros elevados. A expansão do comércio eletrônico e a busca das empresas por centros de distribuição próximos dos consumidores estão entre os fatores associados ao movimento.
Estoque e novos projetos
São Paulo também lidera o estoque de galpões logísticos de alto padrão da região, com 15,4 milhões de metros quadrados de estoque classe A. Em conjunto com a Cidade do México, a região metropolitana paulista reúne 67,3% do estoque de centros logísticos da América Latina, que soma 44,3 milhões de metros quadrados.
A oferta por população também é maior em São Paulo: 745 metros quadrados de galpões por mil habitantes, considerando uma população metropolitana de 20,7 milhões de pessoas.
A região tem 1,28 milhão de metros quadrados de galpões logísticos em construção, o maior volume em projetos entre os mercados analisados. No acumulado de 2026, foram entregues 453.955 metros quadrados de novos espaços.
Comércio eletrônico e preços
O relatório cita a ocupação de espaços pela Shopee e pelo Mercado Livre em Guarulhos e Cajamar, respectivamente. A expansão dessas operações aumenta a demanda por centros de distribuição maiores e próximos dos consumidores.
A conexão com o Porto de Santos também integra importação, armazenagem e distribuição. O complexo portuário movimentou 3,11 milhões de TEUs.
O preço médio pedido de locação em São Paulo chegou a US$ 6,25 por metro quadrado ao mês, alta de 15,8% em 12 meses. Mesmo com a expansão da oferta, a vacância caiu 5 pontos percentuais na comparação anual e permaneceu em 3,9%.
São Paulo e Cidade do México concentram o desenvolvimento de novos ativos logísticos na América Latina. Juntas, as duas regiões metropolitanas reúnem 67,3% do estoque regional.








