SÃO PAULO — Um terreno que abrigou uma agência do Itaú em Perdizes será ocupado por um empreendimento residencial com aproximadamente 1.250 apartamentos. O projeto, chamado Well Perdizes, será desenvolvido pela Novvo, braço da Lavvi voltado ao segmento econômico e ao Minha Casa, Minha Vida.
A área tem 5.436 metros quadrados e foi comprada pela Lavvi após uma negociação que durou cerca de dois anos. Segundo André Alvo, diretor de incorporação da empresa, o imóvel pertencia a uma pessoa física e outras incorporadoras também participaram das negociações. A antiga agência chegou a ser usada como estande de vendas.
Os apartamentos ficarão em dois blocos, com 25 andares cada. O condomínio terá espaços de uso comum como academia, piscina de 25 metros, quadra de areia, lavanderia, coworking, salão de festas, churrasqueira e minimercado. A área construída será de cerca de 30 mil metros quadrados.
O projeto reunirá unidades de Habitação de Interesse Social (HIS2), apartamentos de mercado e unidades não residenciais. As moradias terão entre 25 metros quadrados e 51 metros quadrados e serão destinadas principalmente a solteiros, casais e famílias menores.
O preço do metro quadrado é estimado em cerca de R$ 9 mil, enquanto o condomínio ficará em torno de R$ 10 por metro quadrado. Com esses valores, a maior unidade custará aproximadamente R$ 450 mil, e a taxa condominial será de pouco mais de R$ 500.
A quantidade de apartamentos supera a do Edifício Copan, que reúne cerca de 1.160 unidades. A incorporadora estima, porém, que o novo empreendimento receberá entre 1.500 e 1.600 moradores, enquanto a população do Copan é estimada entre 5 mil moradores.
O terreno está dentro do perímetro da Operação Urbana Consorciada Água Branca, que prevê regras próprias de ocupação e negociação de CEPACs. De acordo com a incorporadora, as normas urbanísticas da área direcionaram o projeto para a combinação entre HIS e unidades residenciais de mercado, em vez de um empreendimento de altíssimo padrão.
Perdizes tem imóveis com preço médio acima de R$ 20 mil por metro quadrado. A transformação do terreno acompanha a mudança no uso de imóveis antes ocupados por agências bancárias, em um cenário de digitalização dos serviços financeiros e redução da necessidade de grandes áreas para atendimento.
Alexandre Rodrigues, sócio e gestor de investimentos imobiliários da Rio Bravo, afirmou que a avaliação desses imóveis passou a considerar a capacidade de gerar renda e a possibilidade de diferentes usos. Antigas agências foram convertidas em restaurantes, farmácias, escritórios, academias e operações de self storage. Em São Paulo, unidades do Santander na Avenida Paulista e em Santa Cecília deram lugar a operações da Ultra Academia.








