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Atentados de 11 de setembro interromperam bolsas e derrubaram mercados
Foto: Spencer Platt/Getty Images
Economia

Atentados de 11 de setembro interromperam bolsas e derrubaram mercados

Ataques suspenderam Wall Street, provocaram perdas em bolsas de vários países e afetaram o setor aéreo americano.

Os atentados de 11 de setembro de 2001 interromperam as operações em Wall Street e provocaram quedas expressivas em bolsas dos Estados Unidos, do Brasil e da Ásia. O ataque ao World Trade Center, em Nova York, desencadeou uma busca por investimentos considerados mais seguros.

O primeiro avião atingiu a Torre Norte às 8h46 (horário de NY), antes da abertura do mercado. As negociações em Wall Street só voltaram em 17 de setembro. Antes disso, apenas dois episódios haviam provocado uma interrupção semelhante: o começo da Primeira Guerra Mundial e o fechamento determinado em 1933, após o colapso de 1929.

Durante os três dias úteis de paralisação, o Federal Reserve colocou cerca de 100 bilhões de dólares por dia no sistema financeiro. Na reabertura, em 17 de setembro, o Dow Jones caiu mais de 7% e terminou aos 8.920,70 pontos. Naquela semana, o recuo acumulado chegou a 14%. O S&P 500 perdeu 11,6%, enquanto o valor de mercado eliminado alcançou cerca de 1,4 trilhão de dólares.

Os mercados americanos levaram quase dois meses para retornar aos níveis anteriores aos atentados. Apesar das perdas e da turbulência, os ataques não provocaram uma recessão econômica nos Estados Unidos.

Quedas em outros países

Na Ásia, o principal índice da Bolsa de Tóquio recuou 6% na abertura de 12 de setembro e ficou abaixo dos 10 mil pontos pela primeira vez em 17 anos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 7%.

No Brasil, a Bovespa encerrou o pregão de 11 de setembro antes do horário previsto. A sessão durou uma hora e 15 minutos, e o principal índice terminou com baixa de 9,18%, aos 10.827 pontos. No pregão seguinte, a abertura ocorreu com queda de 10%.

Impacto na aviação

O setor aéreo também foi afetado. De acordo com o Departamento de Transporte dos Estados Unidos, as viagens domésticas de avião caíram 22% depois dos atentados. No fim de setembro, o governo americano anunciou um pacote de 15 bilhões de dólares para as companhias aéreas.

Os ataques envolveram 19 terroristas ligados à Al-Qaeda e deixaram quase 3 mil mortos. Quatro aviões comerciais foram sequestrados: dois atingiram as torres do World Trade Center, um atingiu o Pentágono e outro caiu em uma área rural da Pensilvânia. Entre as consequências de longo prazo estiveram as guerras do Afeganistão e do Iraque.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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