Empresas de apostas online afirmam que uma proibição total das bets no Brasil pode ampliar o mercado clandestino e provocar impactos em outros segmentos da economia. O setor defende o aperfeiçoamento da regulamentação, em vez da substituição do mercado regulado.
As empresas dizem que uma interrupção abrupta levaria usuários a plataformas ilegais, sem supervisão estatal, recolhimento de impostos ou regras de proteção ao apostador. João Vitor Vilas Boas, diretor executivo das marcas Sortenabet e Betou, declarou que mudanças nas regras são legítimas e necessárias, mas avaliou que a proibição afetaria outros setores e criaria um efeito em cadeia.
O setor também estima a extinção de cerca de 15.500 postos de trabalho. A arrecadação entre janeiro e julho de 2026 chegou a R$ 8,75 bilhões, sem incluir R$ 2,5 bilhões pagos pelas empresas em outorgas no ano passado.
Empresas miram o Congresso
Diante da avaliação de que o governo teria intenções eleitorais, empresas teriam deixado momentaneamente as negociações com o Executivo e passado a concentrar esforços no Congresso Nacional. A expectativa é que, após as eleições, o tema seja votado pelos parlamentares.
Isabel Mega afirmou que o debate deveria se concentrar na eficiência da regulamentação. Ela também mencionou a possibilidade de a medida provisória perder a validade, o que reabriria a discussão com os cenários já estabelecidos.
O Instituto Brasileiro do Jogo Responsável informou que recorreria ao Supremo Tribunal Federal caso a medida fosse implementada. A entidade classificou a decisão como um grave sinal de insegurança jurídica.









