O Ministério das Finanças da China vai coordenar aplicações de capital em seguradoras e bancos estatais, em um movimento que soma US$ 54 bilhões e busca reforçar o sistema financeiro. As empresas comunicaram os aportes neste domingo (6).
A China Life Insurance (Group) Co receberá 35 bilhões de iuanes (US$ 5,2 bilhões). Já o China Taiping Insurance Group terá 7 bilhões de iuanes. Os valores foram informados pelas próprias companhias.
A People’s Insurance Company (Group) of China também planeja levantar até 15 bilhões de iuanes por meio de uma emissão privada de ações da série A para o Ministério das Finanças. O dinheiro será destinado à recomposição do capital.
A China Export and Credit Insurance Corp informou que receberá 10 bilhões de iuanes para reforçar o capital principal. A China Reinsurance (Group), por sua vez, anunciou uma captação de 3 bilhões de iuanes.
A China Life afirmou que o aporte deve ampliar a capacidade do setor financeiro de atender à economia real e fortalecer a resistência do grupo a riscos. A Taiping disse que os recursos vão reforçar a solvência e outros indicadores-chave.
Aportes nos bancos
Três bancos estatais anunciaram, também neste domingo (6), que receberão juntos 290 bilhões de iuanes. O Banco Agrícola da China informou que pretende levantar até 160 bilhões de iuanes, enquanto o Banco Industrial e Comercial da China planeja captar até 100 bilhões de iuanes.
As duas instituições farão colocações privadas de ações da classe A junto ao Ministério das Finanças, à China National Tobacco Corp e a suas subsidiárias. Os recursos serão usados integralmente para recompor o capital Tier 1 básico e sustentar a expansão do crédito.
O Banco de Exportação e Importação da China informou que o Ministério das Finanças injetará 30 bilhões de iuanes na instituição. O plano havia sido apresentado em uma reunião parlamentar anual em março deste ano.
O setor de seguros enfrenta queda na lucratividade em razão das taxas de juros persistentemente baixas. Seguradoras de pequeno e médio porte também relataram deterioração nos índices de solvência. No setor bancário, a fraca demanda por empréstimos continua afetando a rentabilidade.








