O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (17) que o governo estuda novas medidas para conter o endividamento das famílias. A declaração ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou mudanças no Bolsa Família.
Durigan comparou as duas edições do programa Desenrola a doses de vacina e disse que o governo pretende continuar buscando formas de ajudar as pessoas a superar as dívidas. “O Desenrola 1 foi uma primeira vacina que foi um exemplo, o Desenrola 2 foi uma segunda vacina”, afirmou.
O ministro também declarou que o governo deve procurar alternativas para criar caminhos de crédito mais baratos e sustentáveis para as famílias, além de evitar abusos.
A fala ocorre em meio a recordes seguidos nos índices de endividamento e inadimplência. A taxa de inadimplência subiu 0,3 p.p. no mês e 0,9 p.p. em 12 meses. Em julho, o indicador ultrapassou o recorde anterior, registrado em maio, quando estava em 4,7%. Em junho, o percentual era de 4,6%.
Reajuste do Bolsa Família
O piso do Bolsa Família aumentará de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777. O novo valor começará a ser pago em outubro.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o reajuste de 15,04% recompõe a inflação medida pelo INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor.
O impacto fiscal do reajuste será de R$ 5,8 bilhões neste ano. Para 2027, a previsão é de um custo de R$ 22 bilhões. O governo ajustará o Ploa, Projeto de Lei Orçamentária Anual, enviado ao Congresso Nacional.








