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IA já é usada por empresas, mas poucas transformam tecnologia em resultado
Economia

IA já é usada por empresas, mas poucas transformam tecnologia em resultado

A adoção de inteligência artificial cresce no Brasil, enquanto empresas buscam aplicar a tecnologia para reduzir custos e gerar novas receitas.

A inteligência artificial já faz parte da rotina de empresas brasileiras, mas ainda não provocou uma mudança profunda na maioria dos negócios. Em 2025, 17% das companhias com dez funcionários ou mais usaram algum tipo de IA. Entre as grandes corporações, com 250 funcionários ou mais, o índice chegou a 50%. Apenas 26% desenvolveram sistemas próprios.

Os dados da TIC Empresas mostram que a adoção avança, mas muitas organizações ainda incorporam ferramentas sem alterar processos ou modelos de negócio. A diferença, nesse cenário, está na capacidade de identificar problemas concretos e transformar a tecnologia em resultado.

Estratégia baseada em aplicação

A New Rizon, criada em 2008 e usuária de inteligência artificial desde 2009, trabalha na implementação de soluções para automação, redução de custos, aumento de produtividade e criação de receitas. A empresa tem entre os clientes OdontoPrev, FTD, Sofisa e SEBRAE.

A companhia busca acompanhar a operação depois da entrega da ferramenta para encontrar novas oportunidades de aplicação. Em alguns projetos, a remuneração pode estar vinculada ao resultado obtido pelo cliente. A empresa também criou uma biblioteca de Agentes de IA, que permite adaptar estruturas já desenvolvidas às necessidades de cada organização.

A atuação começa com o FARO — Frente Analítica de Reconhecimento de Oportunidades —, metodologia usada para localizar processos repetitivos, gargalos e atividades que consomem horas das equipes. Em um caso, a automação de uma área de geração e gestão de relatórios foi feita em uma semana. Em outro, um agente para processamento de documentos economizou 720 horas por mês da equipe.

A New Rizon começou a testar inteligência artificial generativa internamente em 2023, antes da popularização do ChatGPT. Em um processo seletivo, a tecnologia foi usada para ajudar a analisar cerca de 5 mil inscrições para 50 vagas. No mesmo ano, a empresa passou a se apresentar como uma “AI House”.

Segundo Castro, projetos que poderiam levar até um ano passaram, em alguns casos, a ser concluídos em cerca de 20 dias. A empresa afirma que dobrou de tamanho em 2025 e que cerca de 93% dos trabalhos geram uma nova demanda dentro da própria base de clientes.

Em 2026, a New Rizon passou a integrar o Claude Partner Network, da Anthropic, com profissionais certificados para trabalhar com as ferramentas da companhia. O foco, porém, continua sendo combinar tecnologias para resolver problemas das organizações, e não desenvolver os grandes modelos de inteligência artificial.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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