SÃO PAULO — As letras C&A vêm dos nomes dos irmãos Clemens e August Brenninkmeijer, que fundaram a empresa na Holanda em 1841. A varejista, controlada pela holding suíça Cofra, completa 50 anos de atuação no Brasil em 2026.
A operação brasileira começou em 1976, com a abertura da primeira unidade no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. A loja também foi a estreia da marca na América Latina. Desde então, a rede chegou a 341 lojas, passou a vender pela internet e abriu capital na B3.
A expansão ocorreu durante o crescimento dos shopping centers no Brasil, iniciado com o Iguatemi São Paulo. A C&A participou da consolidação do varejo de moda em grande escala nesses centros comerciais, com roupas prontas a preços acessíveis.
Resultados e vendas digitais
No segundo trimestre, a companhia teve receita líquida consolidada de R$ 2,08 bilhões. O segmento de vestuário respondeu por R$ 1,89 bilhão, com alta de 5,6% na comparação anual.
O lucro líquido foi de R$ 177,9 milhões, queda de 11,2% em relação ao mesmo período de 2025. Considerando a métrica ajustada, o resultado cresceu 4,3% e chegou a R$ 130,1 milhões.
A empresa terminou o período com oito lojas a mais do que um ano antes. Os canais digitais representaram 7,7% da receita de mercadorias, ante 5,9% um ano antes. Site e aplicativo somaram R$ 154,3 milhões em vendas, crescimento de 33,3%.
Entrada na B3
A C&A Brasil passou a ser negociada na B3 em outubro de 2019, pelo código CEAB3. A oferta pública inicial movimentou R$ 1,63 bilhão: R$ 813,7 milhões vieram da oferta primária e outros R$ 813,7 milhões, da secundária.
As ações foram vendidas por R$ 16,50. No primeiro pregão, em 28 de outubro, abriram a R$ 17,35, com valorização de 5,15%. Neste ano, os papéis acumulam queda de cerca de 30% e de quase 50% nos últimos 12 meses.








