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Pesquisa aponta baixa preparação de pequenos negócios do RS para eventos climáticos
Economia

Pesquisa aponta baixa preparação de pequenos negócios do RS para eventos climáticos

Levantamento com mais de 300 empreendedores mostra demanda por crédito para prevenção e recuperação após desastres.

Setenta e sete por cento dos micro e pequenos empreendedores entrevistados não se sentem totalmente preparados para novos eventos climáticos. O levantamento do Fundo de Impacto Estímulo ouviu mais de 300 empresários do estado e também mostrou que 93% usariam crédito em medidas para tornar os negócios mais resistentes.

A pesquisa foi realizada com participantes da 1ª fase do Fundo Retomada RS, criado durante as chuvas que atingiram o estado em 2024. A iniciativa contou com a participação da FEDERASUL e do Sebrae e facilitou o acesso a crédito produtivo.

As respostas orientaram a 2ª fase do fundo, que terá mais R$ 30 milhões para apoiar micro e pequenas empresas locais em ações de resiliência climática. Desse total, R$ 5 milhões foram destinados pelo Instituto Helda Gerdau, liderado por Beatriz Johannpeter, e R$ 1 milhão pela família de Nestor de Paula, fundador da Azaleia.

Recuperação e necessidade de crédito

O Fundo Retomada RS já liberou R$ 68 milhões na 1ª fase. O recurso chegou a cerca de 1 mil empreendedores em 142 cidades gaúchas e teve impacto sobre mais de 12 mil empregos. Empresas lideradas por mulheres receberam 30% do crédito, enquanto 35% dos recursos foram concedidos a empreendedores que nunca tinham acessado crédito formal.

A recuperação, porém, continua incompleta. Sessenta e seis por cento dos afetados direta ou indiretamente ainda não voltaram ao patamar anterior. Além disso, 95% dos entrevistados precisam de crédito agora ou nos próximos 6 meses.

Entre os negócios atingidos diretamente, 61% se consideram parcialmente preparados para uma nova emergência climática. Outros 23% afirmam estar totalmente preparados, 13% estão pouco preparados e 3% não estão preparados.

Para Lucas Conrado, CEO do Fundo de Impacto Estímulo, a prevenção inclui manutenção, proteção de estoques e equipamentos, diversificação de fornecedores e planejamento financeiro. “Além de instrumento de reconstrução, como ferramenta de prevenção”, afirmou, ao defender o acesso a capital orientado.

Entre os interessados em crédito para resiliência, 31% também pedem orientação sobre onde investir. Na base apoiada, 51% relataram aumento do faturamento desde o recebimento do crédito, e 34% dos afetados disseram ter recuperado totalmente o patamar anterior. Os dados não isolam o quanto dessa evolução foi causado pelo financiamento.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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