Conteúdos publicados depois de festivais de música registram quase quatro vezes mais compartilhamentos do que os divulgados durante os eventos, segundo um levantamento da BR Media. A pesquisa analisou 1.720 conteúdos orgânicos produzidos por creators sobre festivais brasileiros entre 2024 e 2026.
O estudo, chamado “Festivais de Música como Território Cultural de Influência”, avaliou engajamento, compartilhamento, favorabilidade e talkability — indicador relacionado à capacidade de estimular conversas e discussões espontâneas.
Antes da abertura dos portões, comentários sobre atrações, planejamento, deslocamento, roupas e recomendações concentram o maior índice de talkability. Nesse período, os creators atuam como curadores e ajudam o público a definir o que merece atenção.
Durante os festivais, a favorabilidade chega a 38,38%, indicando uma percepção positiva da experiência entre a audiência analisada. O maior desempenho em compartilhamentos, porém, aparece depois do encerramento dos shows.
A taxa média de engajamento no período posterior alcança 6,32%, enquanto o índice de compartilhamento chega a 6,38%. De acordo com o levantamento, essa taxa é quase quatro vezes maior que a registrada durante os eventos.
Vídeos, TBTs, relatos e registros pessoais ajudam a transformar a experiência presencial em memória compartilhada. Nesse momento, os creators passam a selecionar os episódios que serão lembrados e continuarão circulando.
A pesquisa também aponta a força dos conteúdos produzidos pelos próprios usuários, conhecidos como UGC, sigla em inglês para User Generated Content. Segundo o estudo, esse material pode gerar até dez vezes mais talkability que conteúdos tradicionais de influência.
Para Thiago Bispo, presidente da BR Media, os festivais funcionam como ecossistemas de influência cultural. Ele afirma que o impacto para as marcas depende não apenas da presença física no evento, mas da participação nas conversas que influenciam comportamento, recomendação e pertencimento.








