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Crise no Supremo pode reanimar eleitorado evangélico de Flávio, avalia Meirelles
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Crise no Supremo pode reanimar eleitorado evangélico de Flávio, avalia Meirelles

Para o fundador do Instituto Locomotiva, a disputa em torno do STF pode mobilizar eleitores bolsonaristas e influenciar a reta final da eleição.

A crise no Supremo Tribunal Federal pode devolver a Flávio Bolsonaro o apoio engajado de parte do eleitorado evangélico, na avaliação de Renato Meirelles, fundador do Instituto Locomotiva e do Data Favela. Para ele, o conflito entre ministros cria uma pauta capaz de mobilizar eleitores bolsonaristas que já consideravam a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva praticamente definida.

Nos últimos dias, o presidente do STF, Edson Fachin, cancelou duas sessões do plenário, suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino e retirou de Alexandre de Moraes o inquérito das fake news. Os ministros devem discutir a crise em plenário na próxima terça-feira (15/9).

Meirelles avalia que Lula não deve perder votos por causa do episódio, mas que a crise pode dar “um ânimo gigantesco ao eleitor bolsonarista”. Segundo ele, a briga com o Supremo historicamente mobiliza a extrema direita, que vinha demonstrando desânimo e tratando a eleição como perdida.

Discurso religioso

A dimensão religiosa ganhou espaço depois que Mendonça, que é pastor evangélico, publicou um vídeo agradecendo mensagens de oração e carinho. Michelle Bolsonaro também manifestou solidariedade ao ministro e o chamou de “escolhido e ungido do Senhor”.

Na avaliação de Meirelles, Mendonça passou a ser visto por evangélicos como um irmão de fé que precisa de ajuda. O analista afirma que a situação permite a Flávio Bolsonaro recuperar a massa evangélica que havia se afastado depois de seu desentendimento com Michelle.

Para ele, transformar a crise do Supremo em uma cruzada pode recuperar parte da força política associada à ex-primeira-dama. O movimento também aparece na campanha, com a presença de pastores e a discussão sobre um suposto preconceito religioso contra Mendonça.

Classe C e reta final

Meirelles diz que os eleitores que não apoiam Lula nem Flávio Bolsonaro estão cansados das disputas políticas. Ao mesmo tempo, afirma que a classe C continua sendo decisiva para a eleição. Em sua avaliação, os mais velhos tendem a apoiar Lula por gratidão, enquanto mulheres beneficiárias de programas sociais buscam estabilidade. Homens se aproximam do bolsonarismo por temas como segurança e costumes, e parte dos jovens permanece sem referências claras.

A classe C, segundo Meirelles, tem renda familiar média de R$ 3,5 mil e representa 53% do eleitorado brasileiro. Esse grupo passou a valorizar mais o controle sobre o próprio tempo, além do consumo. Por isso, ele considera a redução da escala 6x1 uma das bandeiras de maior influência na eleição.

O analista afirma que a economia segue importante, mas que a população sente dificuldade para pagar as contas, mesmo diante dos indicadores macroeconômicos. Ele cita o endividamento, os juros e o dinheiro das bets saindo do orçamento familiar como fatores que impedem o governo de transformar resultados econômicos em apoio eleitoral.

Na visão de Meirelles, a crise do Supremo tornou o cenário ainda mais incerto. Ele afirma que a eleição pode ser decidida por dois ou três pontos de diferença e que as pesquisas atuais servem principalmente para indicar movimentos, não para antecipar o resultado.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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