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Guerra em larga escala lidera ranking de riscos globais da ONU
Foto: Angela Weiss/Afp
Mundo

Guerra em larga escala lidera ranking de riscos globais da ONU

Relatório aponta avanço de 16 posições na ameaça de conflito mundial e alerta para a falta de preparo do sistema multilateral.

A possibilidade de uma guerra em larga escala passou a ser o principal risco global na avaliação de especialistas ouvidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). O risco subiu 16 posições em relação a 2024, a maior alta entre os 28 analisados no relatório divulgado nesta terça-feira, 15.

O levantamento reuniu cerca de 1.300 participantes de governos, organizações internacionais, empresas, universidades e entidades da sociedade civil. Eles avaliaram ameaças políticas, econômicas, ambientais, sociais e tecnológicas.

Para 36% dos entrevistados, um conflito de grandes proporções poderia atingir uma parcela significativa da humanidade nos próximos 12 meses. Com um horizonte de sete anos, esse percentual chega a 76%.

A guerra em larga escala foi o único risco entre os seis primeiros em todos os critérios da pesquisa. O estudo considerou a relevância das ameaças, a proximidade de seus possíveis efeitos, a relação com outros riscos e o preparo das instituições para enfrentá-las.

Mudança no ranking

Em 2024, ameaças ambientais, desinformação e pandemias estavam entre as maiores preocupações. Na avaliação atual, tensões geopolíticas, conflitos e o enfraquecimento do Estado de Direito passaram a ocupar posições de destaque.

A guerra em larga escala e as tensões geopolíticas aparecem entre os dez principais riscos nas sete regiões analisadas pela ONU. Os dois temas estão entre os cinco primeiros em seis regiões, enquanto dois anos atrás figuravam nesse grupo em apenas uma.

Na Ásia Central e Meridional, na África Subsaariana e na Oceania, os riscos ligados a armas de destruição em massa entraram entre os dez mais relevantes. Já na Ásia Oriental e no Sudeste Asiático, o ranking regional destacou uma possível crise financeira global, os efeitos da inteligência artificial e o crescimento do poder das grandes empresas de tecnologia.

Riscos tecnológicos também estão entre os dez principais na Europa e na América do Norte. O relatório afirma que o sistema multilateral tem preparo limitado para responder a essas ameaças.

As mudanças climáticas continuam entre os riscos mais importantes. A falta de medidas para conter o aquecimento global foi considerada a principal ameaça no conjunto da pesquisa. Pandemias e riscos biológicos, por outro lado, deixaram de aparecer entre os dez primeiros em todas as regiões.

O documento registra a percepção dos especialistas, e não uma previsão do futuro. A maioria considera a cooperação entre governos a medida mais eficaz para prevenir crises, enquanto 86% avaliam que os recursos para reduzir riscos são insuficientes.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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