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Houthis capturam ilha estratégica e ampliam pressão sobre rota do Mar Vermelho
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Houthis capturam ilha estratégica e ampliam pressão sobre rota do Mar Vermelho

A tomada de Perim aumenta o risco de interrupções no Bab el-Mandeb, corredor marítimo ligado ao transporte de petróleo entre a Ásia e a Europa.

Os houthis capturaram nesta sexta-feira (11) a ilha de Perim, posição estratégica para monitorar ou interromper o tráfego pelo estreito de Bab el-Mandeb, segundo duas fontes do governo iemenita. O grupo também afirmou ter tomado a cidade portuária de Mocha, onde capturou posições na quinta-feira (10).

Bab el-Mandeb é uma passagem entre a Ásia e a Europa pelo Canal de Suez e transporta bens essenciais, incluindo milhões de barris de petróleo por dia. Um controle total do estreito poderia reduzir o fluxo de petróleo por outro corredor marítimo e pressionar os preços.

A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, depende cada vez mais da rota do Mar Vermelho depois que o conflito com o Irã fechou, na prática, o estreito de Ormuz. Por essa passagem costumava circular cerca de um quinto do petróleo mundial.

A tomada de Mocha levou o barril a superar US$ 107 pela primeira vez desde maio. A captura de Perim também amplia a influência dos houthis sobre a costa ocidental do Iêmen e sobre o acesso ao Bab el-Mandeb.

Disputa pelo litoral

Os combates entre forças apoiadas pela Arábia Saudita e os houthis, apoiados pelo Irã, voltaram a se intensificar no último mês. No mês passado, o grupo iniciou uma ofensiva para tomar Mocha das forças sauditas. Mais de 25 foguetes atingiram o porto, segundo o diretor da instalação, Abdel Malek Al-Sharaabi.

Até a manhã de quinta-feira, Mocha estava sob controle das Forças de Resistência Nacional, comandadas por Tarik Saleh, vice-presidente do governo iemenita internacionalmente reconhecido. Depois, os houthis disseram ter capturado a cidade, e surgiram relatos de avanço sobre outras áreas do litoral.

Saleh havia alertado que a tomada de Perim poderia permitir aos houthis controlar o estreito. Para expulsar o grupo, ele disse que seria necessária “uma força (internacional) massiva e as marinhas de guerra”.

O analista Ahmed Nagi afirmou que a ofensiva permite aos houthis ampliar a influência em torno de Bab el-Mandeb e se proteger de possíveis operações terrestres. A trégua de 2022 não encerrou as tensões entre as facções, que se acumularam em meio a dificuldades econômicas e humanitárias.

A crise também ocorre durante a escalada da guerra entre o Irã e os Estados Unidos. O avanço dos houthis pode abrir uma nova frente no conflito, aumentar a pressão sobre o mercado de petróleo e agravar a crise humanitária do Iêmen, classificada pelas Nações Unidas como uma das piores do mundo.

Os houthis afirmaram que o avanço não ameaça o transporte marítimo internacional e que os alvos são apenas navios sauditas. “Este não é o fim da batalha, provavelmente veremos mais desdobramentos nos próximos dias”, disse Nagi.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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