São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Irã promete reformas econômicas e ameaça reação a novos ataques
Foto: CENTCOM via REUTERS
Mundo

Irã promete reformas econômicas e ameaça reação a novos ataques

Autoridades iranianas dizem que sanções agravaram a crise econômica e prometem resposta a novas ações militares contra o país.

O Irã anunciou que vai ampliar os esforços para enfrentar os efeitos das sanções dos Estados Unidos, enquanto autoridades do país ameaçaram reagir com mais intensidade a novos ataques. A declaração ocorre em meio à retomada dos confrontos entre forças iranianas, americanas e israelenses.

Seis meses depois dos primeiros ataques dos EUA e de Israel, o conflito continua sem avanço significativo. Um acordo preliminar de cessar-fogo firmado em junho não prosseguiu, e as negociações diplomáticas para retomar o processo de paz tiveram pouco progresso.

No sábado (5), o Comando Central dos EUA informou ter atingido três petroleiros iranianos. A ação ocorreu depois que a Guarda Revolucionária Islâmica lançou mísseis balísticos contra dois navios da Marinha americana. O comando disse que nenhum militar dos Estados Unidos ficou ferido.

No domingo (6), Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou que Washington deveria reconhecer que as regras do conflito mudaram. “A partir de agora, qualquer ataque contra os interesses e a segurança do Irã receberá uma resposta mais rápida, mais contundente e mais dolorosa”, declarou em um discurso publicado no Telegram.

O Irã também afirmou manter capacidade para atingir interesses americanos em países vizinhos e interromper o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Antes da guerra, a passagem respondia por um quinto do abastecimento global de petróleo.

Pressão sobre a economia

Qalibaf disse que a principal frente de batalha, além da militar, envolve a produção e as condições de vida da população. Ele apontou as oscilações cambiais, a inflação, o desemprego e a administração do mercado como desafios. Segundo o parlamentar, os iranianos aceitam enfrentar dificuldades, mas cobram medidas rápidas do governo.

O ministro da Economia, Ali Madanizadeh, afirmou que o governo pretende responder à pressão americana com reformas. Ele rejeitou a ideia de que as sanções possam levar o Irã a mudar suas decisões. “A responsabilidade pela reforma da economia do Irã cabe ao governo e ao povo, não ao Tesouro dos EUA”, disse.

O vice-ministro da Economia, Morteza Zamanian, informou que a chamada Central de Guerra Econômica do ministério intensificou o trabalho para enfrentar os problemas provocados pela guerra.

Ilha de Kharg

O Irã é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Antes da guerra, 90% das exportações de petróleo bruto saíam pelo centro de exportação da Ilha de Kharg. Esses fluxos foram interrompidos depois do bloqueio americano às exportações iranianas, iniciado em meados de abril.

Em 31 de agosto, Trump publicou um vídeo gerado por inteligência artificial que mostrava a Ilha de Kharg sendo destruída. Autoridades iranianas prometeram reagir caso a área fosse atacada. O ministro do Petróleo, Mohsen Paknejad, disse que a ilha havia sido atingida cerca de 550 vezes nos meses anteriores, mas seguia funcionando.

O Comando Central dos EUA afirmou que um dos três ataques de sábado ocorreu perto da Ilha de Kharg. A Guarda Revolucionária ameaçou intensificar as ações contra navios militares americanos e declarou ter atacado os três petroleiros e outras três embarcações ligadas aos EUA.

A Tasnim informou que quatro mísseis americanos atingiram um petroleiro na área de ancoragem de Kharg. Não houve vítimas, segundo fontes locais citadas pela agência, e a tripulação estava sendo retirada.

A Marinha da Guarda Revolucionária também advertiu embarcações contra movimentos considerados suspeitos em vias não autorizadas. Neste domingo (6), a Tasnim informou que o grupo derrubou um balão de vigilância dos EUA sobre Erbil, no norte do Iraque.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5