O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira, 21, que as companhias aéreas iranianas deixarão de operar globalmente em 23 de setembro, como consequência das sanções americanas. A medida ocorre enquanto o governo de Donald Trump mantém a pressão sobre Teerã.
“Todas as companhias aéreas iranianas cessarão suas operações em todo o mundo”, disse Bessent. Segundo ele, empresas que abastecerem aeronaves, oferecerem serviços de pouso ou venderem passagens para essas companhias poderão ser excluídas do sistema do dólar.
Duas fontes iraquianas afirmaram que Bagdá suspenderia os voos de empresas aéreas iranianas após o anúncio do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. A Geórgia também proibiu que essas companhias usem seu espaço aéreo.
A empresa iraniana Mahan informou que interrompeu os voos para a Turquia a pedido do governo turco. O Departamento do Tesouro também aplicou medidas contra outros apoiadores do setor de aviação do Irã, incluindo empresas sediadas fora do país.
Contexto das sanções
O anúncio ocorre durante a guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, que se estende há mais de seis meses sem um acordo definitivo de cessar-fogo. No início deste mês, os Estados Unidos haviam sancionado todas as companhias aéreas iranianas que ainda não tinham sido atingidas por penalidades desse tipo.
A declaração de Bessent foi feita após uma reunião com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. O encontro antecedeu uma reunião de Trump com o presidente chinês, Xi Jinping. Pequim é um dos principais parceiros econômicos do Irã.








