CISJORDÂNIA — O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou a retirada de postos avançados de colonos sem autorização oficial na Cisjordânia. A informação foi dada neste domingo (6) por duas pessoas familiarizadas com o assunto. Ainda não está definido quando a operação começará.
A medida ocorre após pressão dos Estados Unidos, principal aliado de Israel, para que o governo israelense enfrente a violência de colonos contra palestinos. O embaixador norte-americano em Israel, Mike Huckabee, chamou colonos violentos de terroristas no sábado (5) e defendeu consequências severas para os responsáveis.
Os postos avançados costumam ser formados por caravanas pré-fabricadas e abrigam poucos colonos. O Estado israelense já demoliu algumas dessas estruturas e reconheceu formalmente outras, que passaram a ter acesso a financiamento governamental.
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que Netanyahu deu “uma instrução para retirar os locais construídos nas Áreas A e B”. Essas áreas da Cisjordânia concentram a maior parte da população palestina. Segundo os Acordos de Oslo, firmados na década de 1990 entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina, o território foi dividido nas zonas A, B e C.
Smotrich disse discordar da decisão, mas afirmou que o governo avançou na expansão dos assentamentos na Área C. O gabinete do primeiro-ministro e as Forças de Defesa de Israel não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Postos e assentamentos
A organização Peace Now afirma que existem 340 postos avançados na Cisjordânia, além de 146 assentamentos reconhecidos formalmente pelo governo israelense. As Nações Unidas e a maioria dos governos consideram os assentamentos ilegais segundo o direito internacional. Israel afirma que a Cisjordânia é um território disputado, e não ocupado.
No mês passado, colonos cercaram casas de palestinos em uma aldeia próxima, incluindo uma propriedade de um palestino-americano. Moradores disseram que continuam sofrendo assédio e intimidação. O governo israelense condenou a violência, mas os responsáveis raramente são presos e, com menor frequência, processados.








