A Justiça Eleitoral concluiu na sexta-feira (11/9) a análise dos registros para a eleição presidencial de 2026. Ao todo, 12 chapas foram consideradas aptas, e a campanha começou oficialmente em 16 de agosto.
A saúde aparece entre os principais problemas apontados pelos eleitores. Pesquisa Quaest divulgada em setembro de 2026 registrou 14% de citações para o tema, empatado com corrupção. A violência liderou, com 31%, seguida por economia, com 16%, e problemas sociais, com 13%. Educação teve 7%.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Em março de 2026, pesquisa Datafolha havia apontado a saúde como o problema mais citado espontaneamente, com 21% das menções. Na ocasião, violência, segurança pública e criminalidade somaram 19%, e economia ficou com 11%.
Principais propostas
Os nomes na disputa são Augusto Cury, do Avante; Clariana Barão, do DC; Edmilson Costa, do PCB; Flávio Bolsonaro, do PL; Hertz Dias, do PSTU; Luiz Inácio Lula da Silva, do PT; Renan Santos, do Missão; Romeu Zema, do Novo; Ronaldo Caiado, do PSD; Rui Costa Pimenta, do PCO; Samara Martins, da UP; e Wilson Grassi, do Democrata.
Entre as propostas apresentadas estão o reforço da atenção primária, a expansão da Estratégia Saúde da Família, a contratação de profissionais para regiões desassistidas, a ampliação da vacinação e a redução das filas de consultas, exames e cirurgias.
Também aparecem medidas de digitalização, como prontuário eletrônico interoperável, integração de dados entre redes pública e privada, telemedicina, inteligência artificial para triagem e organização de filas por prioridade clínica. Há ainda propostas de atendimento por aplicativo, entrega de medicamentos em domicílio e uso de equipamentos ociosos da rede privada.
A saúde mental é citada em iniciativas voltadas a ansiedade, depressão, automutilação, suicídio, TDAH, Alzheimer, autismo e outras neurodivergências. Os programas também mencionam prevenção e tratamento do câncer, saúde da mulher, saúde indígena, cuidados para idosos, doenças crônicas, saúde bucal e cuidados paliativos.
As posições divergem sobre a participação privada. Algumas propostas defendem o fim da gestão por Organizações Sociais, fundações privadas e parcerias público-privadas, além do fortalecimento de um SUS estatal. Outras sugerem concessões, parcerias com hospitais privados, empresas e Organizações Sociais para ampliar a oferta de atendimento.
Há ainda propostas de aumento do investimento público, produção nacional de medicamentos, vacinas e equipamentos, expansão de hospitais, UPAs e UBS, além de mudanças na formação e na carreira dos profissionais de saúde. Uma das plataformas prevê piso salarial de R$ 8 mil para trabalhadores do setor.
Pablo Marçal, do PRTB, teve o registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral e está inelegível até 2032.









