O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta dificuldades para encerrar o conflito com o Irã após ordenar ataques contra o país em fevereiro. Autoridades americanas e iranianas voltaram a se reunir, com mediação do Catar, para reativar um canal diplomático que havia sido interrompido.
A tentativa de negociação ocorre em meio à escalada da retórica de Trump. Na terça-feira 22, durante discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, ele afirmou: “Será feito um acordo com o Irã que lhe permita reconstruir-se e criar um país muito maior do que jamais foi? Ou devo aniquilar a República Islâmica e fazê-lo rapidamente?”.
Mobilização em Teerã
Na sexta-feira 18, milhares de pessoas foram às ruas de Teerã após serem convocadas por uma campanha para inscrição em treinamentos militares de organizações ligadas à Guarda Revolucionária. Segundo a imprensa estatal, o número de inscritos teria chegado a 500 000.
A quantidade pode ter sido inflada para reforçar a mensagem de que o Irã não pretende recuar do confronto. A mobilização indica que, apesar das negociações, um acordo de paz ainda está distante.
Os Estados Unidos já enfrentaram dificuldades semelhantes para deixar guerras anteriores. O conflito no Vietnã durou entre 1955 e 1975. Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o país também iniciou ataques no Afeganistão e teve problemas para concluir sua retirada.








