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Alemanha lança pacote para recuperar competitividade diante da China
Foto: Jan Woitas/DPA/Getty Images
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Alemanha lança pacote para recuperar competitividade diante da China

Governo de Friedrich Merz aposta em investimentos, tecnologia, defesa e novos mercados para reverter a perda de espaço industrial.

A Alemanha prepara uma mudança em sua estratégia industrial para recuperar competitividade diante da China. O governo do chanceler Friedrich Merz aposta em investimentos públicos, redução de custos, tecnologias avançadas, defesa e diversificação comercial.

A participação alemã nas exportações mundiais de bens caiu de 8,7% em 2000 para 6,7% em 2025. No mesmo período, a fatia chinesa subiu de 3,9% para 14,4%, segundo dados da Organização Mundial do Comércio. A indústria representa cerca de um quinto da economia alemã, enquanto as exportações e importações de bens e serviços equivalem a mais de 80% do PIB.

A concorrência aparece com força no setor automobilístico. Fabricantes chineses passaram a lançar modelos em dezoito meses ou menos, enquanto a produção de automóveis na Alemanha recuou 27,8% de 2016 a 2025. Máquinas, painéis solares, baterias, trens e dispositivos médicos também enfrentam pressão.

A guerra na Ucrânia, iniciada em 2022, elevou os custos de produção após reduzir o fornecimento de gás russo. Empresas químicas, como a Basf, diminuíram atividades no país e transferiram parte dos investimentos para outros mercados. Impostos, custos trabalhistas, demora em licenças, infraestrutura digital defasada e falta de profissionais qualificados ampliam os obstáculos. A média anual de crescimento do PIB na última década foi de apenas 0,8%.

Investimentos e tecnologia

Antes de assumir o cargo, em maio de 2025, Merz articulou uma mudança constitucional que autorizou um fundo extraordinário com até 500 bilhões de euros em empréstimos ao longo de doze anos. Os recursos serão destinados a ferrovias, estradas, escolas, redes de energia e infraestrutura digital. O detalhamento começou em julho deste ano.

O governo também permitiu que empresas abatam mais rapidamente dos impostos os gastos com máquinas e equipamentos realizados até 2027. A partir de 2028, o imposto federal sobre o lucro corporativo cairá de 15% para 10% em 2032. Para a energia, foram destinados 6,5 bilhões de euros em subsídios às tarifas de transmissão em 2026.

Outros 17 bilhões de euros foram reservados neste ano para pesquisa e desenvolvimento, com foco em inteligência artificial, semicondutores e novos negócios. Os gastos federais com defesa devem chegar perto de 83 bilhões de euros em 2026, quase 30 bilhões acima do planejamento anterior.

Berlim também busca reduzir a dependência do mercado chinês. Merz pressiona a União Europeia a acelerar a abertura de novos mercados. O acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que entrou em vigência provisória neste ano, é citado como parte desse movimento. Em janeiro, a UE fechou um acordo com a Índia, com potencial para elevar as exportações europeias em 58 bilhões de euros por ano.

O resultado dependerá da velocidade e da amplitude da implementação das medidas. A Alemanha ainda conta com universidades, trabalhadores qualificados, empresas globais e integração entre pesquisa e indústria, mas precisa definir quais setores pretende liderar no futuro.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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