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Mendonça envia ao plenário do STF caso que envolve Moraes e Vorcaro
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Política

Mendonça envia ao plenário do STF caso que envolve Moraes e Vorcaro

Decisão permite que o presidente do STF, Edson Fachin, defina quando o caso será analisado pelos ministros.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou neste domingo (6) para julgamento no plenário o caso que envolve Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ainda não há data para a análise.

A definição da pauta cabe ao presidente da Corte, Edson Fachin. A expectativa é que ele aguarde as manifestações dos envolvidos dentro do prazo de cinco dias estabelecido antes de marcar o julgamento.

O plenário deverá decidir se será aberta uma investigação contra Moraes. De acordo com Mendonça, a análise pelos ministros ocorrerá mesmo que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente uma manifestação diferente.

“o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal”, escreveu o ministro em decisão recente.

Relatório da Polícia Federal

O caso começou após a Polícia Federal encaminhar a Mendonça um relatório com informações extraídas do celular de Vorcaro. O documento teve o sigilo levantado na terça-feira (1º) e reúne mensagens trocadas entre o ex-banqueiro e Moraes, além de outros elementos relacionados às comunicações.

Segundo o relatório, Vorcaro fazia anotações no celular e, segundos depois, enviava mensagens para um contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. Em uma das notas, ele escreveu ter recebido “informações informais e em confidencia de turma do banco central” e mencionou a necessidade de falar com Andrei e Paulo.

A PF avalia que as referências podem ser a Andrei Rodrigues, diretor-geral da instituição, e Paulo Gonet, procurador-geral da República. O material também indica que Vorcaro e Moraes mantinham uma relação próxima e que o ex-banqueiro teria buscado orientação do ministro durante a crise do banco Master.

O Banco Central liquidou o banco em novembro de 2025, em meio a investigações de fraudes bilionárias. Após receber os dados, Mendonça retirou os novos elementos da investigação original e determinou que fossem reunidos em uma petição separada no STF. O ministro também abriu prazo para a manifestação da PGR e decidiu que o processo tramitaria sem sigilo, citando o interesse público na análise pelo plenário.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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