Levantar-se com frequência pode estar relacionado a menor risco de diagnóstico e morte por câncer, enquanto longos períodos sentado sem interrupção foram associados a resultados piores. A conclusão é de um estudo publicado na revista PLOS Medicine em 2 de julho.
A pesquisa acompanhou mais de 91 mil pessoas no Reino Unido por cerca de 12 anos. Durante sete dias, os participantes usaram um dispositivo no pulso para registrar os níveis de atividade. Essas informações foram relacionadas aos dados de saúde do grupo.
Os pesquisadores avaliaram não apenas quanto tempo cada pessoa permanecia sentada, mas também como esse período se distribuía ao longo do dia. Intervalos de 30 minutos ou mais sem se levantar foram classificados como comportamento sedentário prolongado. Períodos mais curtos ou interrompidos por pausas foram analisados separadamente.
Associação com o risco de câncer
Cada hora extra por dia em longos períodos sentado esteve associada a um aumento de 9% no risco de morte por câncer. O estudo também registrou aumento de 3% no risco de diagnóstico da doença e de 5% no risco de tipos de câncer ligados à obesidade e ao diabetes tipo 2.
Os autores afirmam que mesmo diferenças pequenas podem se acumular ao longo do tempo e influenciar a saúde. Em sentido oposto, cada hora de tempo sentado com pausas esteve relacionada a menor risco de morte por câncer e menor incidência da doença.
A substituição de uma hora por dia sentado por atividade leve, como caminhar, também foi associada à redução dos riscos. Os pesquisadores ressaltam, porém, que o levantamento identifica uma associação e não comprova uma relação direta de causa e efeito. Ainda assim, os dados apontam que interromper períodos prolongados sentado pode estar ligado a resultados de saúde mais favoráveis.








