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Queda na vacinação favorece retorno de doenças já controladas
Saúde

Queda na vacinação favorece retorno de doenças já controladas

A redução dos índices vacinais permitiu a reintrodução do sarampo no Brasil, com 23 casos novos registrados neste ano em São Paulo.

A redução dos índices de vacinação permitiu a reintrodução do sarampo no Brasil. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde havia certificado o país como livre da doença. Neste ano, já foram registrados 23 casos novos no estado de São Paulo.

A vacinação também mudou o impacto de doenças que, no passado, faziam parte da infância. Antes da imunização, crianças enfrentavam sarampo, coqueluche, difteria, varicela, caxumba, escarlatina e outras viroses respiratórias. Muitas não chegavam à adolescência, contribuindo para as taxas de mortalidade infantil.

A poliomielite provocava paralisias e podia comprometer os músculos responsáveis pela respiração. Crianças eram mantidas em equipamentos conhecidos como “pulmão de aço”, que ajudavam a expandir e comprimir a caixa torácica. Quando faltava energia elétrica, funcionários do hospital precisavam manter as máquinas funcionando manualmente.

Também havia casos graves de varíola. No Hospital Emilio Ribas, pacientes permaneciam isolados para evitar a transmissão do vírus. As lesões deixavam cicatrizes definitivas, e muitos sobreviventes ficavam cegos. Nas formas mais graves, a doença alcançava mortalidade de 50%.

Ignorância e desinformação

A falta de conhecimento pode ser reduzida com estudo e orientação. O problema, porém, é apresentado como mais grave quando alguém se considera autoridade sem ter domínio do assunto e rejeita argumentos ou evidências que contrariem suas certezas.

Esse comportamento aparece, por exemplo, na defesa de tratamentos sem eficácia comprovada para doenças que exigem acompanhamento médico. Também se manifesta na oposição às vacinas por teorias sem fundamento ou por razões políticas, mesmo quando há acesso a informações sobre os riscos das doenças e os benefícios da imunização.

As vacinas passam pelos estudos exigidos pela Anvisa. Por isso, a disseminação deliberada de boatos para enfraquecer a confiança nesses produtos é apontada como uma ameaça à saúde pública. A defesa é de que pessoas que induzem outras a abandonar a vacinação sejam responsabilizadas.

No caso de médicos que promovem ideias sem respaldo científico, a cobrança é ainda maior. Conselhos profissionais deveriam avaliar a conduta e impedir o exercício da medicina quando houver risco para a sociedade.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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