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Sensor em roupa íntima acompanha gases e reúne dados sobre alimentação
Foto: Reprodução/Pexels/Universidade de Maryland
Saúde

Sensor em roupa íntima acompanha gases e reúne dados sobre alimentação

Tecnologia registra hidrogênio produzido no intestino e integra pesquisa com voluntários de várias partes do mundo.

Uma pesquisa com mais de 500 voluntários está usando uma roupa íntima equipada com sensores para acompanhar gases intestinais durante a rotina. Os participantes do estudo mais recente foram orientados a manter o dispositivo por pelo menos 22 horas, durante períodos de três a 30 dias, retirando-o apenas para tomar banho ou ir ao banheiro.

O equipamento é composto por um pequeno disco colocado na parte de trás da calcinha ou da cueca. Sensores eletroquímicos identificam a presença de hidrogênio, gás produzido quando micróbios intestinais fermentam fibras. As informações são registradas enquanto os usuários realizam as atividades do dia.

Os dados fazem parte do Atlas de Flatulência Humana, projeto que reúne participantes de diferentes partes do mundo. Além de usar o dispositivo, eles anotam todas as refeições feitas, permitindo comparar a alimentação com a frequência dos gases.

O que os pesquisadores querem descobrir

A equipe pretende avaliar como a flatulência varia conforme a dieta e por que algumas pessoas conseguem consumir alimentos ricos em fibras com mais conforto, enquanto outras enfrentam problemas com gases. O objetivo também é observar como os micróbios intestinais reagem a diferentes alimentos.

Em um estudo inicial, os participantes usaram a roupa por cerca de 12 horas por dia, ao longo de sete dias. Os pesquisadores registraram uma média aproximada de 32 puns nesse intervalo. Os resultados foram publicados em dezembro de 2025 no periódico Biosensors and Bioelectronics.

Brantley Hall, professor associado do departamento de biologia celular e genética molecular da Universidade de Maryland e idealizador da tecnologia, afirmou que a “missão final da equipe é ajudar as pessoas a consumirem dietas ricas em fibras confortavelmente e com pouca produção de gases intestinais”. Ele disse que o novo estudo deve ser divulgado em breve.

A roupa não é considerada um dispositivo médico. Ainda assim, os pesquisadores avaliam que a tecnologia poderá ter aplicações na medicina, como auxiliar na identificação de sinais precoces de problemas gastrointestinais.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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