A cutícula funciona como uma barreira de proteção entre a pele e a unha. Retirá-la completamente com alicate pode facilitar a entrada de fungos e bactérias, além de causar inflamações. A recomendação de especialistas é amolecer a região e empurrar apenas o excesso, sem cortar.
A saúde das unhas também depende de hábitos diários. Alterações na cor, no formato, na espessura ou na textura podem estar associadas a traumas, alergias, dermatites e infecções. Em alguns casos, sinais nas unhas têm relação com doenças renais, problemas de tireoide, psoríase, líquen plano ou micose.
Alê Nogueira, professora de podologia da Universidade Anhembi Morumbi, afirma que unhas saudáveis costumam ter cor uniforme e superfície relativamente lisa, sem mudanças persistentes que chamem atenção. Já a dermatologista Andressa Vargas alerta que unhas frágeis não significam necessariamente falta de vitamina e que a suplementação não deve ser feita sem investigar a causa.
Alimentação e hidratação
A queratina, principal componente das unhas, depende de aminoácidos obtidos pela alimentação. Carnes magras, ovos, peixes e leguminosas contribuem para a estrutura da unha e podem acelerar seu crescimento. Ferro, zinco e biotina também são importantes; vegetais verde-escuros, castanhas, cereais integrais e leguminosas são fontes desses nutrientes.
A vitamina C ajuda na absorção do ferro. Mesmo com uma dieta equilibrada, porém, unhas que quebram, descamam ou apresentam manchas persistentes precisam de atenção se não melhorarem.
Mãos, unhas e cutículas devem ser hidratadas regularmente. Cremes e óleos específicos ajudam a reduzir o ressecamento e o risco de descamação e quebra. Água, sabão, detergente e álcool em gel removem a proteção natural da pele e podem deixar a região mais vulnerável. Depois de um uso mais intenso desses produtos, é recomendado reaplicar o hidratante.
Proteção durante as tarefas
Luvas ajudam a evitar o contato direto com água quente e produtos de limpeza em atividades como lavar louça, limpar banheiros ou manusear substâncias químicas. A medida, combinada com a hidratação, reduz o acúmulo de pequenos danos na pele e nas unhas.
Pausa no esmalte
O uso contínuo de esmalte pode ressecar e enfraquecer as unhas e favorecer infecções por fungos. Intercalar períodos sem esmalte pode ajudar na recuperação, mas não há uma quantidade fixa de dias indicada para todas as pessoas.
Segundo Andressa Vargas, esmaltação prolongada, removedores agressivos e procedimentos que traumatizam a unha ou a cutícula são os principais problemas. Em caso de ressecamento, descamação ou fragilidade, a orientação é interromper o esmalte por um período e reforçar a hidratação.
A remoção da cutícula também exige cuidado. O procedimento repetido pode engrossar a pele e levar a retiradas cada vez mais frequentes. Alicates e outros instrumentos sem esterilização adequada ainda podem transmitir vírus, incluindo os das hepatites B e C. Levar o próprio material é a opção mais segura em locais sem controle rigoroso de biossegurança.









