A jornalista Sônia Carneiro morreu aos 74 anos neste domingo (20/9). Com mais de cinco décadas dedicadas ao jornalismo e à comunicação, ela construiu uma trajetória ligada à cobertura política brasileira.
Sônia começou a carreira em 1971 e trabalhou por 32 anos na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil, até 2003. Nesse período, exerceu funções de repórter, chefe de reportagem e responsável pela chefia da Rádio Jornal do Brasil em Brasília.
Ela também acompanhou as atividades do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto como setorista. Ao longo da carreira, cobriu o movimento das Diretas Já, os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, a CPI de PC Farias, o processo de impeachment do presidente Fernando Collor, campanhas eleitorais e diferentes períodos da Presidência da República.
A experiência foi registrada posteriormente em projetos voltados à memória da imprensa, da política e da democracia, incluindo depoimentos sobre a Assembleia Nacional Constituinte e o processo de redemocratização do país.
Em 1992, Sônia recebeu o Prêmio Imprensa Estrangeira, concedido pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE), pelo trabalho desenvolvido no jornalismo.
Depois de deixar o Jornal do Brasil e a Rádio Jornal do Brasil, iniciou uma nova fase profissional. Durante 24 anos, trabalhou com Jaques Wagner, acompanhando diferentes momentos da vida pública do senador. Nos últimos anos, integrava o gabinete dele.
Conhecida como Soninha por familiares, amigos e colegas, Sônia deixa os filhos Terence Zveiter e Danniel Zveiter, além dos netos. A família ainda não divulgou informações sobre o velório e o sepultamento. A previsão é que o velório ocorra na próxima terça-feira (22/9), mas o local e o horário ainda serão confirmados. A causa da morte não foi divulgada.
“Mais do que uma jornalista que testemunhou acontecimentos históricos, Sônia deixa a memória de uma profissional que viveu intensamente o jornalismo e a política brasileira”, afirmou a família.








