Estudos iniciais em animais associam o consumo excessivo de sementes de mamão a possíveis impactos na fertilidade, toxicidade celular e alterações no DNA. Os efeitos ainda precisam ser investigados em humanos, de acordo com o médico coloproctologista Fernando Lemos, especializado em saúde digestiva.
Pesquisas publicadas nas revistas Food and Chemical Toxicology e Journal of Ethnopharmacology identificaram na semente o isotiocianato de benzila. Em grande quantidade, essa substância pode induzir estresse oxidativo, fragmentar o DNA das células e interromper o ciclo celular.
A ingestão também pode provocar reações em algumas pessoas. Na prática clínica, Lemos relata casos de dor abdominal intensa, distensão abdominal e reações alérgicas após o consumo. Quando os sintomas se agravam, pode ser necessária investigação hospitalar para aliviar o quadro e verificar a possível relação com as sementes.
Apesar dos alertas, o alimento contém fibras, gorduras boas e antioxidantes. A semente também é fonte de papaína, substância utilizada pela indústria farmacêutica por suas ações cicatrizante e anti-inflamatória.
A possibilidade de ingerir as sementes não significa que os efeitos sejam iguais para todos. Os riscos descritos estão relacionados principalmente ao consumo excessivo e a evidências iniciais, ainda sem confirmação dos mesmos efeitos em humanos.








