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Agentes de IA podem mudar atividades de 70 milhões de trabalhadores, aponta estudo
Economia

Agentes de IA podem mudar atividades de 70 milhões de trabalhadores, aponta estudo

Pesquisa com profissionais dos Estados Unidos indica preferência por colaboração entre pessoas e sistemas de inteligência artificial.

Um estudo do Stanford SALT Lab indica que agentes de inteligência artificial podem transformar o trabalho de cerca de 70 milhões de trabalhadores nos Estados Unidos. A pesquisa ouviu 1.500 profissionais de 104 ocupações e analisou 844 tarefas.

O levantamento avaliou tanto a capacidade dos agentes de executar atividades quanto a disposição dos trabalhadores em delegá-las. Entre as tarefas analisadas, 46,1% receberam avaliação positiva para automação dos próprios profissionais responsáveis por elas.

Preferência por colaboração

Liberar tempo para atividades consideradas mais importantes foi o principal motivo citado por quem apoiou a automação, presente em 69,4% das respostas favoráveis. A repetição e a possibilidade de melhorar a qualidade do trabalho também apareceram entre as justificativas.

A pesquisa criou quatro grupos para comparar o interesse dos trabalhadores com a capacidade tecnológica dos agentes. O estudo também apresentou a Human Agency Scale, uma escala de H1 a H5 que mede o nível de envolvimento humano necessário em cada tarefa.

O nível H3, associado a uma parceria equilibrada entre pessoa e agente de IA, foi o preferido em 47 das 104 ocupações avaliadas. Em 47,5% das 844 tarefas, os trabalhadores indicaram preferência por um nível de participação humana maior do que o considerado tecnicamente necessário por especialistas.

Competências no mercado de trabalho

Os resultados sugerem que o avanço dos agentes pode alterar a combinação de habilidades exigidas dos profissionais. Atividades de processamento de informações, como análise de dados e atualização de conhecimento, podem perder espaço relativo quando sistemas assumirem parte dessas funções.

Já competências interpessoais e organizacionais aparecem relacionadas a tarefas que demandam maior participação humana. Entre elas estão coordenação, interação com outras pessoas, tomada de decisões e avaliação da qualidade.

O estudo diferencia automação de colaboração: uma tarefa pode ser tecnicamente automatizável e ainda exigir supervisão, julgamento ou decisão humana. O AI Index 2026, do Stanford HAI, aponta que os agentes passaram de sistemas voltados a responder perguntas para ferramentas capazes de executar tarefas, embora ainda apresentem falhas relevantes em testes estruturados.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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