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Referências medievais aparecem nas coleções de inverno 2026
Economia

Referências medievais aparecem nas coleções de inverno 2026

Max Mara, Givenchy, Louis Vuitton e outras marcas levaram capuzes, metais e silhuetas inspiradas no período medieval às passarelas.

Elementos associados ao período medieval apareceram nas coleções de outono-inverno 2026 apresentadas em Milão, Nova York, Londres e Paris. Entre as referências estão botas de camurça acima do joelho, capuzes, toucas, golas de metal, chapéus cônicos e saias longas.

A Max Mara abriu esse movimento com uma coleção inspirada em Matilde di Canossa, condessa do século 11 que governou territórios na Itália, comandou tropas e negociou com papas e príncipes. A escolha também se relaciona à história da marca: Matilde tinha raízes em Reggio Emilia, cidade onde a grife foi fundada e mantém sua sede.

A coleção foi apresentada no ano em que a empresa completa 75 anos. As notas do desfile aproximaram 1081, ano marcante na trajetória da condessa, de 1981, quando a Max Mara lançou o casaco 101801, criado por Anne-Marie Beretta.

Na passarela, túnicas de pajem foram transformadas em vestidos em A e blusas amplas. Os casacos receberam aplicações de couro nos ombros, enquanto as saias longas apareceram em seda e cashmere. O diretor criativo Ian Griffiths também se inspirou em uma visita a Sutton Hoo, sítio arqueológico anglo-saxão em Suffolk, na Inglaterra.

Leituras de outras marcas

A Givenchy, sob direção de Sarah Burton, apresentou em Les Invalides uma coleção com referências aos antigos mestres da pintura do norte da Europa. O chapeleiro Stephen Jones criou toucas que lembravam os wimples, véus usados por freiras e mulheres casadas. Burton ainda resgatou um jacquard amarelo dos arquivos da marca e uma renda de leopardo preta usada por Alexander McQueen em 1997.

Em Londres, Marie Lueder levou capuzes e balaclavas retrabalhadas à coleção Ghosts of My Life, apresentada na plataforma NEWGEN. A estilista mistura sportswear, alfaiataria e silhuetas medievais desde que fundou a marca em 2019.

A Louis Vuitton encerrou a semana de moda de Paris na Cour Carrée do Louvre. Nicolas Ghesquière apresentou toucado cônico, chapéus de tricórnio, colares pesados de metal e cestos de palha usados na cabeça. A bolsa Noé, lançada em 1932, voltou às proporções originais.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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