O varejo restrito recuou 0,4% em agosto e acumula queda de 10,1% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo o IGet. O indicador é elaborado pelo Santander com base em transações processadas pela Getnet e acompanha o consumo das famílias.
Entre os segmentos, móveis e eletrodomésticos tiveram retração de 3,2% no mês. As vendas de supermercados caíram 0,8%, e as de artigos farmacêuticos diminuíram 0,9%. O vestuário foi uma exceção, com avanço de 5,2%.
O varejo ampliado, que também considera materiais de construção e automóveis, cresceu 0,4% em agosto. Ainda assim, o resultado do varejo restrito mostra a permanência da pressão sobre o consumo.
Serviços reagem
O IGet de serviços avançou 3,4% no mês, recuperando praticamente a forte queda registrada em junho. Alojamento e alimentação cresceram 2,7%, enquanto outros serviços prestados às famílias subiram 1,8%.
Apesar da melhora mensal, o segmento ainda apresenta queda de 1,6% na comparação anual. Para o Santander, a recuperação de agosto não muda a perspectiva para os próximos meses.
A avaliação do banco é que os juros elevados, o menor impulso fiscal e a desaceleração do consumo das famílias devem reduzir o ritmo da economia na segunda metade do ano. Na análise do Santander, os efeitos da política monetária contracionista e a perda de força dos estímulos fiscais tendem a levar a atividade a uma desaceleração no segundo semestre.








