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Paris reforçará defesa de instalação petrolífera saudita em Yanbu
Foto: Ludovic Marin/AFP
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Paris reforçará defesa de instalação petrolífera saudita em Yanbu

Emmanuel Macron disse que a França enviará militares, radares e sistemas defensivos ao terminal no litoral do Mar Vermelho.

A França vai enviar militares, radares e sistemas de defesa para proteger o terminal de petróleo de Yanbu, na Arábia Saudita. O anúncio foi feito pelo presidente Emmanuel Macron na quinta-feira, 24, após um acordo entre Paris e Riad.

Em entrevistas às emissoras TF1 e France 2, Macron afirmou que a operação terá finalidade defensiva. “Não para participar de conflitos, mas para proteger esse local”, disse. O presidente não informou o número de soldados envolvidos nem especificou os equipamentos que serão deslocados.

Importância de Yanbu

O terminal de Yanbu é uma das principais estruturas sauditas para a exportação de petróleo pelo Mar Vermelho. A instalação está ligada a oleodutos que levam o petróleo produzido no leste do país até a costa oeste. Com isso, parte da produção pode ser exportada por uma rota que evita o Estreito de Ormuz.

Essa alternativa passou a ter maior relevância diante da instabilidade regional e das restrições ao tráfego pelo estreito, uma das principais passagens do mundo para o transporte de petróleo e gás.

Nas últimas semanas, os hutis intensificaram ataques contra alvos na Arábia Saudita. Em 19 de setembro, o grupo declarou ter lançado mísseis e drones contra instalações em Yanbu. O governo saudita também comunicou a interceptação de mísseis direcionados a outras cidades.

A França avalia oferecer apoio militar adicional se a situação piorar, segundo Macron. Os hutis, apoiados pelo Irã, participam do conflito no Iêmen e controlam áreas estratégicas do litoral do Mar Vermelho.

A iniciativa ocorre enquanto outros países analisam maneiras de apoiar a defesa saudita. O Reino Unido também aumentou sua participação nas operações de proteção da região.

Macron disse que a decisão integra os esforços franceses para preservar a segurança energética e reduzir os efeitos da instabilidade regional sobre os mercados de combustíveis. Ele ainda criticou uma possível proibição dos Estados Unidos à exportação de diesel. A Casa Branca negou que esteja avaliando essa medida.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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