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Dois trabalhadores sobrevivem nove dias presos em túnel inundado no Nepal
Foto: Exército do Nepal/Divulgação via Reuters
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Dois trabalhadores sobrevivem nove dias presos em túnel inundado no Nepal

Maharjan e Sah foram encontrados a 160 metros da saída, após passarem nove dias em uma bolsa de ar parcialmente submersa.

Kabir Maharjan e Sanjay Sah sobreviveram por nove dias presos em um túnel parcialmente inundado de uma usina hidrelétrica no Nepal. Os dois foram resgatados na sexta-feira (4), depois que equipes abriram uma passagem entre lama, pedras, madeira e outros detritos.

A enchente atingiu o vale do Trishuli após o desabamento de uma geleira na montanha Langtang Lirung. A água destruiu vilarejos e submergiu uma rede de 12 usinas hidrelétricas. Mais de 1.300 pessoas morreram e mais de 5 mil continuam desaparecidas, segundo as informações reunidas durante a operação.

Maharjan trabalhava no projeto hidrelétrico Upper Trishuli 3A. Na manhã do desastre, ele avisou à esposa que entraria no túnel e alertou que não haveria sinal de celular no local. Depois da inundação, os telefones dele e do escritório ficaram fora de serviço. Ao ver imagens da entrada da usina, agora tomada pelo rio, Hira Shova Maharjan concluiu que o marido não poderia ter sobrevivido.

Resgate no complexo subterrâneo

Os dois homens foram localizados a 160 metros da saída, em um túnel separado dos acessos principais. A passagem tinha uma inclinação ascendente, era mais curta e estava menos exposta à água da enchente. Segundo os socorristas, os trabalhadores permaneceram em uma câmara com ar, água barrenta e pouco oxigênio.

Shri Ram Neupane, engenheiro de túneis e parlamentar que participou do resgate, afirmou que a redução do nível da água e a preservação do oxigênio ajudaram na sobrevivência. Os dois também permaneceram em silêncio para não gastar energia.

“Ele disse que estava com muita fome. O túnel estava completamente escuro”, contou a esposa de Maharjan. Segundo ela, o trabalhador bebeu água barrenta e não comeu durante o período em que ficou preso. Sah relatou aos socorristas que recitava versos de uma oração para se encorajar.

As escavações começaram de fato três dias depois do desastre. As equipes enfrentaram atrasos porque as coordenadas dos desenhos de engenharia estavam erradas por vários metros. Um poço de 12,7 centímetros perfurado a partir da superfície confirmou o alinhamento do túnel e ajudou a orientar a abertura da rota.

A chuva voltou a encher o poço com água e detritos em várias noites. Os socorristas usaram perfuração, detonação controlada e máquinas pesadas para avançar pelos bloqueios. Algumas partes estavam cobertas por 15 a 30 metros de material do deslizamento de terra.

Quando foram retirados, Maharjan e Sah não conseguiam ficar de pé. Sah foi carregado nas costas de um socorrista, enquanto Maharjan, que sofreu ferimentos mais graves, deixou o local em uma maca.

Até aquele momento, apenas três pessoas haviam sido resgatadas do interior da rede de túneis. No sábado (5), Lu Haitao, cidadão chinês, foi encontrado vivo em outra usina, o Projeto Hidrelétrico Upper Trishuli-1. Na segunda-feira (7), as buscas continuavam concentradas na usina 3A e na hidrelétrica Chilime.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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