São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Especialista defende redistribuição das competências do Supremo Tribunal Federal
Política

Especialista defende redistribuição das competências do Supremo Tribunal Federal

Fernando Capano afirma que a crise institucional abre espaço para discutir mudanças no STF e critica o poder das decisões monocráticas.

O doutor em Direito Constitucional Fernando Capano defendeu mudanças nas atribuições do Supremo Tribunal Federal (STF), com a redistribuição de competências hoje concentradas na Corte. Para ele, a crise institucional atravessada pelo tribunal pode abrir espaço para uma discussão mais profunda sobre seu papel.

Capano afirmou que o momento atual não tem precedente próximo na história da Nova República. Ele comparou a situação à crise de 1964, quando três ministros foram aposentados compulsoriamente e, segundo o especialista, o Supremo acabou enfraquecido como instituição.

O especialista questionou o fato de o STF atuar ao mesmo tempo como cúpula do Judiciário e como instância penal originária. Na avaliação dele, casos criminais de grande repercussão, como os relacionados ao Banco Master e aos golpes do INSS, acabam chegando ao tribunal.

Como alternativa, Capano citou os modelos dos Estados Unidos da América e da Espanha. Nesses países, segundo ele, as cortes constitucionais se concentram em questões abstratas e na preservação da estrutura constitucional. “Nós precisamos diluir essas competências”, afirmou.

Decisões individuais e reforma

Capano também criticou o alcance das decisões monocráticas. Para ele, uma decisão tomada individualmente por um ministro pode superar, em poder, o Congresso Nacional e o Presidente da República. O especialista disse que o sistema de freios e contrapesos precisa ser reequilibrado.

Uma mudança estrutural, segundo Capano, dependeria do Congresso Nacional por meio de emenda constitucional. Ele avaliou que o cenário político atual não permite avançar com essa pauta e disse que o tema pode ser tratado a partir da próxima legislatura.

O especialista também apoiou a criação de um Código de Ética para os ministros do STF, desde que o instrumento tenha capacidade de coerção. Na avaliação dele, a medida poderia ajudar a recuperar o chamado capital reputacional da Corte no médio e longo prazo.

Sobre o pedido de vista que adiou em pelo menos 90 dias o julgamento envolvendo Alexandre de Moraes, Capano considerou a decisão tecnicamente correta. Ao mesmo tempo, afirmou esperar que o processo seja devolvido para análise o quanto antes, para que o Supremo volte a se manifestar como órgão colegiado.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5