A leitura do relatório apresentado por Edson Fachin no início da sessão do Supremo Tribunal Federal foi acompanhada por consultas a documentos, anotações e breves conversas entre ministros. Alexandre de Moraes e André Mendonça permaneceram próximos no plenário, mas não registraram diálogo ou troca de olhares entre si nos primeiros momentos.
Moraes alternou a atenção entre a exposição de Fachin e papéis que havia levado para a sessão. Ele também transferiu pilhas de documentos para a mesa e folheou páginas marcadas. Mendonça manteve a cabeça baixa e concentrou-se em anotações feitas sobre documentos encadernados, usando um marca-texto rosa.
Flávio Dino folheou livros de Direito, procurou informações em outros volumes e alternou a consulta a documentos com o uso do celular. Kássio Nunes Marques ajeitou a toga e consultou o celular, enquanto Cármen Lúcia permaneceu em seu lugar. Cristiano Zanin marcou parte de sua manifestação com uma caneta amarela fluorescente.
Às 10h54, Dino e Moraes conversaram brevemente em voz baixa enquanto Fachin fazia sua exposição. Moraes colocou as mãos diante da boca durante o diálogo. Dois minutos depois, Mendonça interrompeu as anotações e passou a acompanhar diretamente a fala do presidente do STF.
Momentos durante a leitura
Quando Fachin tratou da manifestação da Procuradoria-Geral da República, Moraes voltou a analisar os documentos. Paulo Gonet acompanhava a sessão em silêncio, próximo a Fachin. Às 11h07, Dino examinou pastas transparentes e relatórios específicos e fez um gesto pedindo mais café.
Durante o trecho sobre a decisão que levou ao afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, Moraes manteve os olhos fixos à frente. Nunes Marques estava do outro lado, e os dois também não trocaram olhares naquele momento.
Às 11h14, Moraes mexeu as mãos e olhou para trás em busca de um assessor. A movimentação ocorreu enquanto Fachin relatava a primeira prisão de Daniel Vorcaro. Nesse ponto, Moraes e Mendonça passaram a olhar simultaneamente para o presidente do STF. O assessor voltou pouco depois; Moraes havia pedido apenas um café.
Às 11h18, Dino deixou o plenário. Gilmar Mendes também estava fora da sala. A leitura do relatório continuava, com Moraes e Mendonça ainda próximos, sem diálogo ou troca de olhares registrada entre os dois.








