SÃO PAULO — A continuidade do Wi-Fi Livre SP está no centro de uma consulta apresentada pela Procuradoria Geral do Município ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (14). O órgão quer que o ministro Flávio Dino esclareça se o bloqueio das atividades financeiras do Instituto Conhecer Brasil também abrange o contrato do programa.
A iniciativa foi determinada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). De acordo com a Procuradoria Geral do Município, o objetivo é dar segurança jurídica ao acordo e preservar o interesse público, evitando uma possível interrupção do serviço de internet gratuita oferecido à população, especialmente nas áreas periféricas da capital paulista.
Contrato com o instituto
O programa foi contratado pela gestão municipal com o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama. Ela também é sócia da Go Up Entertainment, produtora responsável por Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nunes afirmou que o inquérito no STF teve origem em uma denúncia baseada em dados falsos apresentada por um militante do Partido dos Trabalhadores. A petição da Procuradoria se concentra no alcance da decisão de Flávio Dino sobre as finanças do instituto e sua relação com o contrato do Wi-Fi Livre SP.








