A chia pode fazer parte da alimentação de pessoas com rins saudáveis e não tem contraindicação nesse caso. A semente é fonte de fibras, gorduras boas e minerais, mas algumas condições renais exigem atenção ao consumo.
As fibras da chia ajudam no funcionamento do intestino e contribuem para controlar os níveis de glicose e colesterol no sangue. Elas também prolongam a sensação de saciedade, o que pode ser útil para quem busca perder peso. A semente ainda fornece ômega-3 e minerais como cálcio, potássio, fósforo e magnésio.
Quando é preciso ter cuidado
A presença de potássio e fósforo é o principal motivo para o acompanhamento em pessoas com doença renal crônica. Nesses casos, especialmente quando a condição está mais avançada e exige diálise, é necessário monitorar a ingestão desses minerais.
Isso não significa que a chia precise ser totalmente retirada da alimentação. A semente, por si só, não faz mal para os rins. A recomendação é avaliar o conjunto da dieta e evitar o consumo excessivo dos minerais ao longo do dia, já que eles também estão presentes em outros alimentos.
Mesmo para quem tem rins saudáveis, o consumo deve ser moderado. Em excesso, as fibras e as gorduras, ainda que sejam consideradas boas, podem causar desconfortos digestivos.
Pessoas com histórico de cálculos renais também devem conversar com um profissional. A chia é rica em oxalatos, substâncias associadas à formação de pedras. Com orientação adequada e uma alimentação equilibrada, não é necessário eliminar totalmente a semente da rotina.
O ideal é buscar a orientação de um nutricionista para montar um plano compatível com as necessidades de cada pessoa. Para quem tem histórico de cálculos, esse cuidado inclui observar se a hidratação não está deficiente.








