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Sono, cafeína e atividade física entram no radar de quem tem ansiedade
Foto: gradyreese/GettyImages
Saúde

Sono, cafeína e atividade física entram no radar de quem tem ansiedade

Psiquiatra recomenda atividade física, manejo do estresse e atenção ao sono, além de avaliação profissional quando os sintomas persistem.

Hábitos do dia a dia podem ajudar a reduzir sintomas de ansiedade, mas não substituem o tratamento quando existe um transtorno. A psiquiatra Cláudia Ketter afirma que atividade física regular, alimentação saudável e estratégias para lidar com o estresse podem contribuir para melhorar a qualidade de vida.

Entre as práticas citadas estão exercícios aeróbicos, técnicas de respiração, relaxamento e mindfulness. Atividades de lazer que exigem participação também podem ajudar a direcionar a atenção ao momento presente, diminuindo o foco excessivo nas preocupações e favorecendo a sensação de bem-estar.

O que pode piorar os sintomas

O sono tem relação direta com a ansiedade. Dormir mal pode aumentar a vulnerabilidade aos sintomas, enquanto a própria ansiedade pode prejudicar o descanso. Por isso, a privação de sono aparece entre os fatores que merecem atenção.

O consumo excessivo de cafeína, presente em café, energéticos, bebidas estimulantes e alguns pré-treinos, pode causar palpitação, tremor e inquietação. O álcool, apesar da sensação inicial de relaxamento, pode provocar um efeito rebote e piorar a ansiedade depois.

Sedentarismo, excesso de tempo nas redes sociais e exposição constante a notícias ou conteúdos que geram preocupação também podem manter um estado de hiperalerta. O isolamento social é outro ponto de atenção, porque pode reduzir as oportunidades de contato pessoal e o fortalecimento das redes de apoio.

Quando buscar ajuda

A ansiedade pode ser uma reação natural a situações de estresse e incerteza. No entanto, a avaliação profissional é indicada quando os sintomas são persistentes, intensos ou começam a interferir no sono, no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos ou nas atividades cotidianas.

“Também merece atenção quando a pessoa passa a evitar situações por medo, tem crises frequentes ou sente que não consegue controlar as preocupações apesar de tentar mudar seus hábitos”, afirma Cláudia Ketter, que também é professora da Afya Educação Médica São Paulo.

A recomendação é procurar psicólogos ou psiquiatras se os sintomas persistirem por muito tempo. Dependendo do quadro, psicoterapia e medicamentos podem ser indicados. A ansiedade está entre os transtornos discutidos durante o Setembro Amarelo, período de conscientização sobre saúde mental, e o Brasil é apontado pela OMS como um dos países com população mais afetada pela doença.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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