Trazido da África para o Brasil durante o período colonial, o maxixe se adaptou ao clima tropical e passou a fazer parte da culinária tradicional da Região Nordeste. O fruto, de nome científico Cucumis anguria, pertence à família das cucurbitáceas, assim como o pepino, a abóbora e o melão.
Com cerca de 95% de água, o maxixe tem baixo índice glicêmico e concentra nutrientes essenciais. Suas fibras solúveis e insolúveis ajudam a regular o trânsito intestinal, combater a prisão de ventre e aumentar a sensação de saciedade. A combinação entre as fibras e o baixo teor de açúcar também faz com que a digestão libere energia mais lentamente, evitando picos glicêmicos e auxiliando no controle do diabetes.
Nutrientes e benefícios
O potássio e o magnésio presentes no fruto participam da manutenção da saúde muscular, óssea e cardiovascular. O potássio também atua na regulação da pressão arterial.
O maxixe ainda contém vitamina C e compostos antioxidantes. Esses elementos combatem os radicais livres, ajudam a proteger contra o envelhecimento celular precoce e reforçam a imunidade.
Como higienizar e cozinhar
Embora tenha protuberâncias na casca, os espinhos são macios e podem ser consumidos. Para higienizar, basta lavar o fruto em água corrente e esfregar a superfície com uma escovinha ou com as mãos, retirando o excesso de espinhos. Não é necessário descascar completamente.
Com textura firme e sabor levemente ácido, semelhante ao do pepino, o maxixe pode ser refogado com alho, cebola e azeite. Também pode acompanhar carnes de cozimento longo, como carne de sol ou charque, ou ser preparado no vapor para saladas e usado em moquecas com leite de coco, azeite, pimentão e coentro.
No preparo refogado, doure alho e cebola no azeite. Depois, acrescente 500 gramas de maxixe em rodelas, tempere com sal e pimenta-do-reino e adicione um pouco de água. Cozinhe em panela tampada, em fogo baixo, por entre 10 e 15 minutos, até o fruto ficar macio. Finalize com cheiro-verde.








