O espinafre em pó é feito com folhas frescas desidratadas e moídas. A versão concentra, no mesmo peso, parte dos macronutrientes, minerais e vitaminas presentes no espinafre fresco, porque a água é retirada durante o processo. Isso não cria novos nutrientes, mas aumenta a proporção deles no alimento.
O produto mantém boa parte dos componentes associados ao espinafre. A folha é fonte de ferro, cálcio, fibras, potássio, zinco e proteínas, além das vitaminas A, C, K e do complexo B, incluindo o ácido fólico, também chamado de vitamina B9. A vitamina C, porém, é a mais sensível à secagem e a que menos se preserva na transformação da folha em pó.
Cuidados no consumo
A concentração provocada pela secagem também pode elevar a presença de compostos que exigem atenção. Entre eles estão os oxalatos, que podem reduzir a absorção de ferro. Esse efeito pode contrariar o objetivo de quem procura o espinafre para ajudar no combate à anemia.
O espinafre pode ainda apresentar metais pesados, como chumbo e cádmio. A presença dessas substâncias varia conforme a região de cultivo, o solo e a água usada na irrigação. Esses fatores são mais difíceis de controlar quando o produto já é comprado em pó, e a secagem pode aumentar a concentração desses compostos.
O espinafre em pó deve ser tratado como complemento, e não como substituto de uma alimentação balanceada. No Brasil, a chamada “multimistura” foi promovida nos anos 1970 e 1980 como forma supostamente eficaz de combater a desnutrição infantil. Atualmente, a prática é contraindicada pelo Conselho Federal de Nutrição (CFN).
Como usar
O pó pode ser adicionado a sopas, smoothies e sucos verdes. Também pode ser misturado a farinhas para preparar pães, bolos e massas, acrescentando nutrientes à receita.
A quantidade interfere tanto na cor quanto no sabor dos pratos. Em preparações com farináceos, a recomendação geral é não ultrapassar 10% do peso da farinha usada. A proporção pode ser ajustada até chegar ao resultado mais adequado ao paladar.








