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Treino funcional ajuda a emagrecer, mas não supera todas as modalidades
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Saúde

Treino funcional ajuda a emagrecer, mas não supera todas as modalidades

Pesquisas indicam benefícios do funcional, mas mostram que o déficit calórico e a alimentação são decisivos para a perda de peso.

Não há evidências suficientes para afirmar que o treino funcional faça perder mais peso do que todas as outras modalidades. As pesquisas disponíveis apontam benefícios, mas têm limitações, como amostras pequenas e diferenças na definição do que é considerado funcional.

Na perda de peso, o fator central é o déficit calórico ao longo do dia. Algumas atividades podem gastar mais energia no mesmo período, mas a diferença costuma ser menor do que parece. Por isso, a alimentação tem papel decisivo no resultado.

O que mostram os estudos

Um estudo de 2015 comparou o treino intervalado de alta intensidade, conhecido como HIIT, com exercícios isolados de musculação, ciclismo e esteira. Nesse trabalho, o HIIT apresentou maior gasto calórico. A pesquisa, porém, avaliou apenas nove homens acostumados a praticar atividade física, o que limita a aplicação dos resultados a outros grupos.

Outra pesquisa, publicada neste ano na Scientific Reports, da revista Nature, analisou o HIFT, uma versão funcional do HIIT, e o comparou com um treino tradicional de resistência. O ensaio clínico randomizado envolveu 34 homens com sobrepeso acompanhados por 8 semanas. O HIFT levou a uma redução maior no percentual de gordura corporal, mas os autores ressaltaram que são necessárias pesquisas mais aprofundadas.

A conclusão não foi de que o HIFT é superior a todas as alternativas. O resultado indica que esse tipo de treino pode contribuir para a perda de peso, dentro das condições avaliadas.

Alimentação e continuidade

As pesquisas apontam que o exercício é fundamental principalmente para a saúde e para a manutenção do peso depois do emagrecimento. Para criar um déficit calórico relevante, também é necessário ajustar a alimentação.

Uma meta-análise publicada em fevereiro por pesquisadores chineses avaliou estudos que compararam 12 modalidades. Os resultados indicaram vantagens diferentes entre os treinos: o HIIT parece ser mais eficiente em relação ao tempo de prática, enquanto um treino combinado, mais próximo do conceito tradicional de funcional, pode ter efeito melhor sobre o percentual de gordura corporal.

A recomendação apresentada é manter o corpo em movimento e escolher uma atividade compatível com a rotina e as preferências pessoais. A continuidade tende a ser mais importante do que uma queima elevada de calorias em momentos isolados. Nenhum exercício, porém, garante emagrecimento sem ajustes na ingestão alimentar.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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